Siga-nos
Arquivo

Cras Baependi trabalha parcerias para fortalecer vínculos

Clique aqui e receba as notícias no Whatsapp
Cras Baependi trabalha parcerias para fortalecer vínculos

Em continuidade à série de reportagens sobre o Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos (SCFV) promovido pelas unidades de assistência social de Jaraguá do Sul será destacado nesta edição o trabalho feito pelo Centro de Referência e Assistência Social (Cras) do bairro Baependi. Desde o mês de dezembro a unidade funciona na Rua Bertha L. Kassner, 112. Na sede nova, os profissionais que ali atuam ganharam maior espaço para desenvolver suas ações e serviços junto à comunidade, sendo responsável pelo maior território de atendimento dentre os sete Cras do município. Ao todo são atendidos ali munícipes de 11 bairros. São eles: Água Verde, Barra do Rio Molha, Centro, Czerniewicz, Nova Brasília, Rau, Rio Cerro I, Rio Cerro II, Rio Molha, Três Rios do Sul e Vila Baependi.
De acordo com a assistente social e supervisora do Cras Baependi, Karoline Grams, por meio do SCFV foram atendidas por sua equipe um total de 87 pessoas no último mês de maio. “Número de atendimentos que se manteve expressivo ano passado, no ápice da pandemia”, relembra Karoline.
Esta situação, ela conta, levou a equipe técnica deste serviço a adotar algumas estratégias para manter o vínculo com seus usuários e familiares e respeitar os protocolos anti-Covid vigentes na ocasião. “A elaboração deste planejamento de trabalho contou com a criação de quatro grupos de atendimento virtual pelo WhatsApp, mantendo atividades específicas com grupos de pais e crianças de zero a seis anos, com adolescentes, adultos e idosos de acordo com as propostas de trabalho e objetivos para esses diferentes ciclos de vida conforme orientações técnicas da Política Nacional de Assistência Social (PNAS)”, relembrou a supervisora do Cras.
Karoline acrescenta ainda que algumas famílias com crianças foram contempladas com atendimento pelas chamadas “Caixinhas das Famílias”. “Trata-se um kit de atividades lúdicas, como joguinhos de mesa, massa de modelar, quebra-cabeça, entre outras opções, além de informações que eram entregues ao representante familiar atendido pelo SCFV, que vinha até o Cras em dia e horário agendado para as devidas orientações”.
O atendimento telefônico prestado pelos educadores sociais e técnicos de referência do serviço também foi utilizado durante a pandemia para acompanhamento de suas famílias e mapeamento de suas demandas.
“A maior parte do material enviado online para os grupos durante a pandemia foi produzida pela equipe técnica do SCFV, que elaborou livrinhos virtuais, joguinhos online e vídeos com temas de uma agenda temática proposta pela Comissão de Temas Transversais da Secretaria, temas esses que abordam assuntos da pauta da Política de Assistência Social como combate à discriminação racial, ao abuso e exploração sexual a crianças e adolescentes, às violências diversas contra mulheres, idosos, crianças e adolescentes, ao trabalho infantil, e combate às drogas, entre outros”, destacou a gerente de proteção básica da Secretaria da Assistência Social e Habitação da prefeitura de Jaraguá do Sul, Bruna Pauli.

Mudança de cenário – Mesmo com a queda dos números da pandemia de Covid-19 e com o retorno do atendimento presencial, o Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos do Cras Baependi segue pautado nos objetivos de fortalecer vínculos familiares e comunitários por meio de ações complementares que assegurem o espaço de referência para o convívio em grupo comunitário e social além do desenvolvimento de relações de afetividade, solidariedade e encontros intergeracionais de modo a desenvolver esta convivência. “Semanalmente estamos atendendo oito grupos nos ciclos que abrangem crianças, adolescentes, adultos e idosos e, em encontros mensais, representantes dessas famílias com seus filhos”, explicou Karoline Grams.
Os encontros mensais do SCFV no Grupo Intergeracional, que ocorrem aos sábados no período vespertino, têm promovido um espaço saudável e esperado pelos usuários, onde as propostas de atividades programadas proporciona que as famílias encontrem oportunidade para estarem juntas (adultos, adolescentes e crianças). “Os presentes participam de atividades lúdicas, conversas, reflexões e vivências onde expressem suas demandas relacionais, para que sejam acolhidas em suas necessidades de convívio e fortaleçam vínculos entre si, com as equipes do Cras e com a comunidade”, apontou a supervisora.
Neste momento, as equipes do SCFV e do PAIF organizam com os usuários dos grupos semanais a tradicional “Festa Julina do Cras”. O planejamento das atividades, jogos e brincadeiras para o encontro estão sendo produzidas pelos grupos do SCFV em parceria com os trabalhadores do Cras Baependi através de materiais recicláveis reutilizados para a confecção dessas atividades, trabalhando o pertencimento, valorização, a produção coletiva, experiência dos grupos
Karoline acrescenta que é importante registrar o caráter preventivo e proativo que, como os demais serviços de Proteção Social Básica dos Cras antecipam-se às situações de desproteção familiar e àquelas constatadas no âmbito público, “oferecendo aos usuários alternativas emancipatórias para o enfrentamento da vulnerabilidade social”.

Encaminhamentos – Recentemente, a parceria e contato contínuo das profissionais do SCFV com a equipe do Centro Integrado Empresa e Escola (CIEE) promoveu junto aos adolescentes o acompanhamento online ao Programa de Iniciação ao Trabalho (PIT) na sede do Cras, além de duas oficinas socioeducativas realizadas diretamente nas dependências da unidade, possibilitando aproveitamento das propostas e inclusão e encaminhamento de alguns adolescentes para vagas de emprego.
Hoje a equipe no Cras Baependi, responsável pelo desenvolvimento e planejamento das ações deste serviço, conta com duas educadoras sociais: Tânia Nunes e Fraia Ewald, ambas com formação de nível superior e especializações em educação física e artes. Junto com assistentes sociais e psicólogos do Serviço de Proteção e Atendimento Integral a Família (PAIF), elas interagem e dão suporte e orientação para as atividades do SCFV.

Atividades em grupo – De acordo com Karoline, os objetivos norteados pelos eixos convivência social, direito de ser e participação, que fundamentam a realização dos encontros dos grupos do Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos são objetos de foco e estão diretamente relacionados com as atividades do PAIF e do Serviço de Proteção e Atendimento Especializado a Famílias e Indivíduos (PAEFI), mantendo as equipes do Cras Baependi atentas às necessidades surgidas no grupo para propor e desenvolver a criatividade e a diversidade na oferta de atividades atrativas e prazerosas para todos os ciclos de vida atendidos. “Entre elas, já faz parte vídeos gravados com os usuários, onde os mesmos participam das campanhas e ações propostas no serviço, envolvendo-os nas reflexões e atuando como protagonistas e atores essenciais nas ações programadas”, comentou.

Relatos – Sofia de Sá, Iara Sehn, Maria das Dores, Rosemari Pommerening e Neli Souza e Silva são cinco mulheres que por meio do SCFV se reúnem semanalmente no Cras Baependi. A exemplo das crianças e adolescentes, elas também estão contribuindo durante este tempo com a decoração da festa junina. Durante a entrevista, concluíram as fogueirinhas de celofane e alguns cartazes para o evento.
Coordenadas pela educadora social, Tânia Nunes, as participantes foram levadas ao grupo por motivos distintos, mas todas com o objetivo de trabalhar os vínculos familiares e comunitários. Problemas que sozinhas teriam mais dificuldades para superar, mas que juntas encontram amparo mútuo para enfrentá-los. “Acho que o primeiro passo é reconhecer que a gente precisa de ajuda. Estou aqui há um mês e as atividades me ajudam a melhorar”, destaca Rosemari, que há um mês faz parte do grupo.
Já Iara é a que está no grupo há mais tempo, um ano, e conta como foi sua evolução. “Estava angustiada quando cheguei e, após as conversas e as atividades que fazemos aqui, me sinto bem melhor, mais serena”, relata. Diz a participante que também tem um filho integrante de um grupo de SCFV.
Para a educadora social, Tânia Nunes, o importante é a troca de experiências que ocorre ali. “A gente percebe um crescimento pessoal por meio desses diálogos e das atividades, o que gera um autoconhecimento. Algo que é muito gratificante para nós da equipe também”.

Redação Revista Nossa

Redação Revista Nossa

Com mais de duas décadas de tradição no mercado, a Revista Nossa é fruto do empreendedorismo de Moa Gonçalves, que também assina coluna social no jornal diário mais antigo de Jaraguá do Sul, O Correio do Povo. Sempre ligado à imprensa, tem no currículo a edição do semanário “Jaraguá News” e do tele programa de variedades “Programa do Moa”. A revista, no entanto, é seu investimento mais sólido, apostando em um nicho de mercado até então pouco explorado na região

Clique e assine a Revista Nossa!

Você também pode gostar

ASSINE AGORA
A Revista Impressa