O homem negou que mexeu na cena do crime e disse que nem chegou perto do corpo da esposa. Ele foi quem chamou a Polícia Militar e o Corpo de Bombeiros para socorrer. Contou que chegaram três bombeiros com todo o equipamento, tipo desfibrilador, maca e tal.
Durante o atendimento da esposa, ele começou a passar mal — a pressão dele subiu pra 20 por 18, segundo um médico que estava lá. Teve que tomar dois remédios pra controlar e ouviu até que podia estar tendo um AVC ou infarto.
No meio dessa confusão, ele resolveu tomar um segundo banho. A polícia, no inquérito, diz que os agentes pediram pra ele não tomar banho e ir direto pra delegacia dar depoimento. Mas ele falou ao vivo que ninguém falou nada sobre isso.
Ele também disse que não se sujou de sangue, mas precisou tomar banho por causa da tensão que estava sentindo.
O tenente-coronel garantiu que não usou o cargo para interferir na investigação e que estava lá como morador do apartamento, não como policial.
Sobre o banheiro seco: ele contou que estava tomando banho quando ouviu um barulho, saiu do chuveiro e viu a esposa caída no chão, aí ligou pros bombeiros. Mas algumas testemunhas disseram que o chão estava seco, e ele disse que deixou o chuveiro ligado.
Falando sobre as marcas de estrangulamento no pescoço da vítima, ele negou ter feito isso e sugeriu que poderia ter sido a filha de 7 anos, que às vezes ficava no colo da mãe com as mãos no pescoço dela.
Ele também negou ter mandado as três policiais militares limpar o apartamento. Disse que elas foram enviadas pelo comandante dele, depois que o local já tinha sido liberado.
Uma testemunha, a inspetora do condomínio, contou que várias pessoas foram ao apartamento depois da morte, e que as três policiais foram lá por volta das 17h48 para fazer a limpeza.

Ainda segundo a testemunha, o coronel voltou ao apartamento no mesmo dia para pegar algumas coisas antes de viajar para São José dos Campos. Depois do atendimento, ele ficou no corredor falando ao telefone e conversando com os policiais. Em um momento, ao saber que a esposa ainda estava viva, ele teria dito que “ela não vai sobreviver”.