Edinho Silva, presidente nacional do PT
Mais uma vez, o roteiro segue sem surpresas. O PT fala em “alianças estratégicas”, “governabilidade” e “diálogo respeitoso” — e, como manda a tradição, o MDB aparece no capítulo seguinte, sentado confortavelmente à mesa. Edinho Silva reforça que o partido é fundamental para Lula conduzir o Brasil, o que, traduzindo do politês, significa: sem o MDB, o carro não anda.
O discurso é sempre bonito. Respeito à heterogeneidade, nuances regionais, complexidade democrática… tudo muito elegante para dizer que, em 2026, o MDB deve novamente fechar com o PT, como quem fecha a porta giratória do poder: entra, sai, mas nunca fica do lado de fora. Ideologia? Depende do estado. Projeto comum? O de sempre. Governabilidade? Essa palavra mágica que resolve tudo — principalmente quando chega a hora de somar tempo de TV, cargos e votos.
Nada de novo no front. Apenas a política brasileira sendo… ela mesma.