A vítima foi encontrada inconsciente horas depois pela nora e sobreviveu graças ao atendimento médico. O jovem acabou fugindo da cidade, mas foi localizado em Corupá, onde confessou o crime à Polícia. Ele foi preso preventivamente e denunciado pelo Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) por tentativa de feminicídio qualificada por meio cruel.
O caso foi julgado pelo Tribunal do Júri na última quinta-feira (11/12) no Fórum de Jaraguá do Sul. Os jurados acolherem integralmente as teses de acusação apresentadas pela Promotora de Justiça Maria Cristina Pereira Cavalcanti, reconhecendo a responsbilidade do réu pelos fatos narrados na denúncia.
A pena foi fixada em 17 anos, nove meses e 10 dias de reclusão, a ser cumprida em regime inicial fechado. Cabe recurso da decisão, mas o réu não poderá recorrer em liberdade. Ele retornou ao presídio assim que o julgamento terminou.
Durante a sustenção, a Promotora de Justiça Maria Cristina Pereira Cavalcanti falou sobre o menosprezo do réu pela vida humana. “Felizmente a vítima sobreviveu e ainda tenta se recuperar dos traumas físicos e psicológicos sofridos naquele dia, mas o réu não pode ficar impune, pois atentou covardemente contra o bem mais precioso, que é a vida”, disse ela.