Autoridades paraguaias prenderam o ex-goleiro Víctor Hugo Centurión, que defendeu o Club Olimpia, sob suspeita de envolvimento com uma organização criminosa voltada ao tráfico internacional de drogas. A detenção ocorreu no âmbito da Operação Nexus II, que investiga a atuação de ex-jogadores de futebol, um ex-dirigente esportivo e outros envolvidos por tráfico de entorpecentes e lavagem de dinheiro.
Além de Centurión, foram presos Luis Miguel Molinas Brítez e Julio César Manzur, ex-jogador da seleção paraguaia e medalhista olímpico. Já Dionisio Manuel Cáceres e Diego Benítez seguem foragidos.
Segundo o Ministério Público, Centurión teria atuado na logística da organização, supostamente ligada ao uruguaio Sebastián Marset, apontado como líder do grupo e considerado foragido internacional. As investigações indicam que o ex-goleiro seria responsável por organizar transporte, aeronaves, combustível de aviação e manutenção de veículos utilizados nas operações.
A acusação sustenta ainda que o ex-atleta utilizava sua trajetória no futebol para estabelecer contatos e facilitar negociações envolvendo grandes remessas de drogas, além de participar de esquemas de movimentação internacional de dinheiro.
Luis Miguel Molinas Brítez, conhecido como “Moli” e ex-jogador de futsal do Cerro Porteño, foi preso em Assunção. Ele é apontado como intermediador entre membros da organização que estariam dentro e fora do sistema prisional.
Entre os foragidos está Dionisio Manuel Cáceres, ex-diretor esportivo do Rubio Ñu. De acordo com a denúncia, ele teria organizado encontros para negociações envolvendo grandes quantidades de entorpecentes. Já Diego Benítez, ex-dirigente ligado ao Olimpia, é investigado por possível conexão com apreensões de toneladas de cocaína em portos europeus.
Julio César Manzur, que teve passagem pelo Santos Futebol Clube em 2006 e integrou o elenco do Olimpia finalista da Libertadores de 2013, também foi detido durante a operação.
A Operação Nexus II busca desarticular a estrutura criminosa supostamente liderada por Marset, que já atuou no futebol paraguaio defendendo o Deportivo Capiatá, em 2021. Ele permanece foragido e é procurado por autoridades de diferentes países por tráfico de drogas e lavagem de dinheiro.