Em Coisas que eu tinha para dizer e não disse, a poeta Le Savoldi recorre aos versos para nomear todos os sentimentos que ficam guardados durante anos e que, na travessia da vida e na rotina por vezes agitada demais, parecem não ser prioridade. Com uma escrita íntima, mas universal, a obra reflete sobre as emoções negligenciadas, os amores não vividos, as despedidas silenciosas e as verdades esquecidas pelo tempo.
Ao revisitar suas memórias, a autora auxilia os leitores a fazerem as pazes com a própria história e a encontrarem coragem para compreender os conflitos internos. Como aquelas cartas jamais enviadas, ou as confissões que nunca foram faladas em voz alta, os textos são um espelho emocional que atravessam a dor, a saudade, o amor e a esperança.
Entre os versos, Le Savoldi compartilha questões pessoais, mas que estão entrelaçadas à própria experiência humana de estar vivo. O luto pela perda da mãe, o cansaço dos dias, a solidão intrínseca às relações e as fraturas emocionais causadas por desentendimentos são alguns dos temas abordados.
A vida é um enigma
Que fere ao mais profundo
Traição maligna
Do sorriso mudo
(Coisas que eu tinha pra dizer e não disse, p. 41)
Na busca por preencher o silêncio com palavras, a autora utiliza a poesia como uma forma de reconstrução e cura. Com um olhar esperançoso para a vida, a obra retrata o poder de cultivar a fé apesar das dificuldades, a força do amor para manter as esperanças, a necessidade de perdoar os próprios erros e a eterna busca pela felicidade.
“Quero mostrar que tudo o que sentimos tem valor e merece ser reconhecido. Meu livro convida o leitor a olhar para dentro de si, acolher as emoções e entender que a escrita, a reflexão e o autoconhecimento podem ser caminhos de cura, força e recomeço”, explica a escritora.
Coisas que eu tinha pra dizer e não disse é um projeto contemplado em concurso cultural de Engenheiro Coelho, em São Paulo, em 2024/2025, por meio da Lei Paulo Gustavo, do Ministério da Cultura.