Olha, o que mais chama atenção nisso tudo é que, depois de sete anos, até a Folha de S.Paulo, neste domingo, 22, resolveu enxergar o que muita gente já vinha falando faz tempo. Durante anos, quem criticava o inquérito das fake news era chamado de exagerado ou de inimigo da democracia. Agora, quando a própria grande mídia levanta dúvidas, parece que o assunto finalmente ficou “permitido” de ser debatido.
Não é questão de ser contra o Supremo Tribunal Federal ou defender bagunça. É questão de equilíbrio. Quando um processo concentra poder demais e gera tantas polêmicas, é natural que as pessoas questionem. E questionar não é atacar a democracia — é justamente participar dela.
O que fica é a sensação de que houve um silêncio longo demais. Se a imprensa tivesse feito esse debate lá atrás com a mesma força, talvez muita coisa tivesse sido diferente. Mas antes tarde do que nunca.
No fim das contas, o importante é que o debate aconteça. Democracia de verdade precisa de crítica, transparência e coragem para admitir quando algo não está certo — venha de onde vier.