Em uma suposta gravação vazada no Supremo Tribunal Federal, a ministra Cármen Lúcia soltou que “anda de táxi”.
Táxi.
Faltou só dizer que abre o aplicativo, compara tarifa dinâmica e ainda paga no débito pra ganhar pontinho.
A cena até seria convincente… se os ministros não circulassem por aí em carros blindados, com escolta, motorista e toda aquela estrutura de segurança que não cabe nem no porta-malas do táxi imaginário.
Entre 2023 e 2024, o STF comprou SUVs blindadas, reforçou contratos, ampliou equipes. O orçamento para segurança cresceu, ganhou reforço via medida provisória, criou novos cargos, contratou mais profissionais armados. Tudo isso porque, segundo a própria Corte, as ameaças aumentaram.
Mas veja só: no meio desse combo de blindagem, escolta e vigilância 24 horas, aparece a versão “modo raiz”: a ministra que pega um taxizinho básico.
É aquela história contada com a maior naturalidade — só que difícil de não levantar uma sobrancelha.
Porque, convenhamos: pode até existir táxi em Brasília… mas esse deve vir com vidro blindado, comboio atrás e rádio direto com a segurança institucional.