Alterações de cicatrização

O processo de cicatrização é individual e multifatorial

1 min para ler 23 mar, 17

Todo corte sofrido por nossa pele resulta em uma cicatriz, que nada mais é que o mecanismo que dispomos para fechar o corte. O processo de cicatrização é individual e multifatorial, dependendo desde a localização da ferida e características do corte até as características genéticas do indivíduo.

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O tempo para que uma cicatriz seja considerada madura é de dois anos. Após o evento que gerou o corte, o organismo inicia um período de grande atividade cicatricial que dura em torno de seis meses, tendo o terceiro mês como o pico de atividade. Nesses seis primeiros meses a cicatriz fica mais avermelhada e por vezes mais espessa e após o período inicial essa atividade vai
diminuindo e começa a clarear. Durante esse tempo a proteção solar se faz necessária, pois os raios UV tendem a fixar a coloração e, consequentemente, a cicatriz não clareia como deveria.

Durante o acompanhamento pós-operatório podemos identificar alterações da cicatrização. Ela pode ficar mais espessa, com coloração avermelhada e algumas vezes vir acompanhada de coceira e essa alteração é chamada de queloide. O queloide exige tratamento e esse tratamento podem feito através de infiltração de corticoide no interior da cicatriz, compressão com placa de silicone cirúrgica, laser ou radioterapia. Geralmente é feita uma combinação de tratamentos. Como regra geral, pessoas de pele clara tem menos probabilidade de evoluir com essa alteração do que orientais e negros.

Outra alteração é o alargamento da cicatriz ,que pode ser decorrente de movimentação excessiva da região afetada ou tensão da pele no local da ferida. Essa alteração é mais comum em pacientes de pele clara e o tratamento é cirurgia e nova sutura da cicatriz.

As cicatrizes que apresentam largura de poucos milímetros e coloração próxima à da pele ao seu redor são consideradas normais. Cicatrizes deprimidas, altas (hipertróficas ou quelóideanas) e alargadas tem indicação de correção.

Essas alterações de cicatrização são inerentes ao indivíduo e geralmente não podem ser detectadas no pré-operatório, portanto devemos estar atentos para a história prévia de alteração cicatricial e iniciar o tratamento assim que tal alteração seja detectada.

 

ana-paula-passini-site-1Ana Paula Passini é Cirurgiã Plástica e colunista da Revista Nossa.

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