O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) iniciou um novo processo de revisão nos benefícios assistenciais pagos a idosos e pessoas com deficiência de baixa renda por meio do Benefício de Prestação Continuada (BPC/Loas). Mais de 120 mil beneficiários foram identificados como possíveis excedentes do limite de renda exigido para a manutenção do benefício.
De acordo com o órgão, a revisão foi realizada com base nas informações extraídas do Cadastro Nacional de Informações Sociais (CNIS). Os dados analisados apontaram indícios de que essas pessoas estariam com a renda familiar per capita superior a R$ 379,50, valor que representa 1/4 do salário mínimo atual e é utilizado como critério econômico para concessão e manutenção do benefício.
Possibilidade de suspensão do benefício
Diante da suspeita de descumprimento do critério de renda, os beneficiários envolvidos estão sendo notificados oficialmente e terão 30 dias corridos para se manifestar. Caso não haja resposta dentro desse prazo, o pagamento poderá ser suspenso pelo INSS.
As notificações estão sendo feitas principalmente por meio de mensagens no extrato de pagamento dos beneficiários, acessíveis por canais digitais como o site e o aplicativo Meu INSS, além de meios tradicionais, como correspondências.
Impacto para famílias vulneráveis
A medida gerou preocupação entre especialistas e entidades ligadas à assistência social, já que o BPC/Loas é uma importante fonte de renda para milhares de famílias em situação de vulnerabilidade no país. A suspensão, mesmo que temporária, pode causar desequilíbrio financeiro e social a essas famílias, que muitas vezes dependem exclusivamente do benefício para garantir alimentação, medicamentos e demais necessidades básicas.
Alerta importante
Com esse processo de revisão, o INSS reforça a importância da manutenção dos critérios de elegibilidade ao longo do tempo. A atualização constante dos dados familiares no sistema é fundamental para evitar questionamentos sobre a regularidade do benefício.
A recomendação é que os beneficiários fiquem atentos às notificações e aos prazos estabelecidos, uma vez que a falta de resposta pode resultar na interrupção imediata do pagamento.
Brian da Silva
Advogado – OAB/SC 63.721
Pós-Graduando em Direito Previdenciário.
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