Comandante do 14º BPM relata situação da segurança pública em Jaraguá

data 29 de fevereiro de 2024

Na Câmara de Vereadores, ele pediu o auxílio de parlamentares para pleitear o aumento do efetivo.

Na sessão de terça-feira (27), o comandante do 14º Batalhão de Polícia Militar, João Carlos Kuze, foi convidado a participar de uma sessão da Câmara de Vereadores de Jaraguá do Sul. O objetivo principal foi o discutir o atual contingente de policiais militares na região e questões relacionadas à segurança pública em meio a preocupações crescentes com a criminalidade.
A sessão se tornou ainda mais urgente após o recente caso de violência contra a mulher na cidade. Na noite de 19 de fevereiro, uma mulher de 33 anos foi perseguida, apedrejada e estuprada na Rua Affonso Nicoluzzi, no bairro Água Verde, causando indignação na sociedade jaraguaense.
Durante sua fala na Câmara, o comandante Kuze reconheceu a parceria histórica entre a PM e o Legislativo municipal, mas expressou seu pesar em relação ao terrível incidente de violência contra a mulher, admitindo se sentir fracassado diante do ocorrido.
Ele questionou o fato de o criminoso que cometeu o ato estar de tornozeleira, pois já tinha cometido um assalto a uma motorista de aplicativo, porém foi libertado pela Justiça com a condição de uso do equipamento de monitoramento. Kuze sugeriu que os integrantes do poder judiciário também sejam convocados para dar os seus esclarecimentos perante à sociedade a fim de contribuir com a resolução do problema.
Além disso, o comandante reconheceu que a PM deveria ter evitado a violência contra a mulher, mas citou dificuldades enfrentadas devido ao baixo efetivo policial. Ele explicou que, embora os índices de criminalidade no município sejam baixos, alguns indivíduos, especialmente aqueles perturbados, em surto ou sob efeito de drogas representam desafios significativos para as guarnições. Ressaltou que a prioridade da atuação dos soldados é responder a casos concretos de crimes, mas admitiu que o baixo efetivo limita a capacidade de prevenção. Kuze destacou que novos policiais formados pela Escola Militar são direcionados para cidades com índices de criminalidade mais elevados, o que, segundo ele, prejudica municípios como Jaraguá do Sul, que não recebem um reforço adequado de pessoal devido aos seus baixos índices de crime. Para ele, o município está sendo punido por fazer bem o dever de casa.
Todavia, Kuze pediu que a população jaraguaense não deixe de acreditar no trabalho da Polícia Militar e ajude em casos como esse. Ele ressalta que esse caso foi uma exceção, mas não pode garantir que novos casos não voltem a acontecer. Porém, ele garante que o esforço da corporação para capturar e punir esse tipo de individuo será sempre o maior possível. Por fim, Kuze convocou os parlamentares municipais a realizar pressão junto ao governo do Estado para disponibilizar mais soldados para Jaraguá do Sul. Segundo ele, em 2002 a cidade contava com 267 policiais militares e atualmente conta com 175. “A gente precisa de vocês para uma articulação para trazer mais policiais” frisou.

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