CGU não indica autor de fraude em cartão de vacina de Bolsonaro

data 19 de janeiro de 2024

Órgão não conseguiu identificar o autor da falsificação em razão de limitações do Sistema VaciVida

Nesta quinta-feira (18), a Controladoria-Geral da União (CGU) anunciou que o registro de vacinação do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) contra a Covid-19, datado de 19 de julho de 2021, é falso. A conclusão foi divulgada após uma investigação que não conseguiu apontar responsabilidades pela falsificação.

Segundo a CGU, o registro teria sido inserido no sistema da Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo, e os resultados da investigação serão encaminhados às autoridades locais para as devidas providências.

A análise teve início após um pedido, feito via Lei de Acesso à Informação em dezembro de 2022, solicitando o Certificado Nacional de Vacinação Covid-19 (CNVC) de Bolsonaro. A investigação foi concluída em outubro de 2023.

O ministro da CGU, Vinicius Carvalho, já havia apontado, em fevereiro do ano passado, que o registro de vacinação no cartão de Bolsonaro era objeto de investigação. A Polícia Federal também está envolvida no caso.

A CGU destaca que a fraude não ocorreu diretamente pelo sistema do Ministério da Saúde, chefiado à época pelo general Eduardo Pazuello, como era suspeito. A análise sugere que a adulteração foi realizada no momento do registro pela Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo.

A data registrada, 19 de julho de 2021, levantou questionamentos, pois a agenda oficial de Bolsonaro indica sua presença em São Paulo no dia anterior. Além disso, o gerente da Unidade Básica de Saúde (UBS) onde supostamente ocorreu a vacinação afirmou que, naquela data, a unidade possuía apenas doses da Coronavac e Astrazeneca.

A CGU identificou outros dois registros de vacinação em nome de Bolsonaro, em agosto e outubro de 2022, em Duque de Caxias (RJ), ambos cancelados posteriormente por “erro”. A nota técnica da CGU está disponível aqui.

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