Vestir-se bem envolve um processo de autoconhecimento e cuidado

Por: Priscilla Millnitz Pereira Foto: Arquivo Pessoal
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Voltar o olhar para si e encontrar o real poder feminino são consequências da consultoria de imagem e estilo. O serviço é relativamente novo no Brasil e tem, em Jaraguá do Sul, Bianca Christovão como uma de suas principais expoentes. “As mulheres sempre gostaram de comprar roupas e se vestir bem, mas atualmente elas estão procurando se entender mais, refletir sobre a forma como desejam transparecer para o mundo e realizar compras mais assertivas”, reflete.

Antes de tudo, porém, há que se desmistificar o trabalho. Ela conta que ainda existe o receio de ser aquela profissional que chega na casa das pessoas e vai tirando tudo do armário, jogando fora peças que muitas vezes têm imenso valor para a cliente, como fazem em alguns programas de televisão. A realidade é bem diferente e vai além da vestimenta. Segundo ela, o processo é composto de várias etapas que podem levar de dois a quatro meses, dependendo da disponibilidade e do tempo de cada cliente – não o tempo do relógio, mas aquele que cada uma leva para se adaptar e interiorizar as mudanças propostas. Tudo, é claro, com muito respeito ao perfil e preferências de cada uma.

Tudo começa com a coloração pessoal. Há cores que podem valorizar mais que outras e isso se reflete não só nos looks, mas na parte de acessórios e inclusive na maquiagem. A análise é completa. Que tal apostar em um corte de cabelo novo? Investir em padrões e modelagens diferentes e tecidos que tragam mais profundidade e intensidade ao visual também é uma ótima dica, tal qual escolher estampas que ajudem a lhe valorizar mais.

A forma/corte das roupas também entra nessa fase do processo e tem importância fundamental. “Formas retas passam uma imagem de força, enquanto as curvas remetem à feminilidade”, ensina Bianca. E ela fala isso com propriedade, pois cresceu no universo da moda. Natural de Jaraguá do Sul, os pais tinham uma confecção quando ela nasceu. O trabalho despertou interesse e, assim que chegou a hora de escolher um curso superior, optou pelo estilismo. Mais tarde começou a faculdade de moda, mas não concluiu e, com a mudança para a China – onde viveu mais de nove anos –, iniciou os estudos em consultoria de imagem.

“É um trabalho muito gratificante e em constante mudança. Quando iniciei nessa carreira haviam muitas regras. Hoje o estudo envolve muito mais a psicologia e a subjetividade para alcançar bons resultados”, admite ela, que não gosta do conceito de colocar todas as mulheres “dentro de uma caixinha”, como sugere a moda. A regra é uma só: a pessoa deve se sentir bem. Não tem espaço para o certo ou errado e a busca é pela autoconfiança. “É nítido como isso afeta positivamente a mulher. Hoje em dia existe a preocupação de transmitir através da imagem todas as nuances de personalidade. Não é uma roupa, um sapato, é a sua essência que precisa transparecer em cada momento”, reforça.

Chegar a esse denominador comum exige muita conversa e tempo. Bianca é taxativa ao afirmar que precisa conhecer todos os detalhes da rotina da cliente para formar o seu estilo e explica: “muitas começam a consultoria afirmando que querem ser mais elegantes e andar em cima de um salto todos os dias, por exemplo, mas ao analisar a sua rotina percebemos claramente que ela não comporta essa possibilidade”. A partir daí vão sendo feitos ajustes e adaptações. Há também casos de mulheres que precisam eliminar a imagem de “boazinha” por conta de seus trabalhos e só ajustando o estilo, postura e vestimentas é possível ganhar força e respeito, muitas vezes necessários no exercício de suas funções.

Pessoas que estão passando por mudanças – seja ela de emprego, tornando-se mães ou conquistando a aposentadoria – costumam procurar os serviços de uma consultora de imagem.

Definidos o estilo e objetivos, vem a etapa de edição do guarda-roupa. Sabe a blusa que você comprou para usar com aquela saia? A consultora de imagem irá montar diversas combinações com ela. É deixar o modo automático de se vestir e olhar para as peças com um novo olhar. Existe também o dia de compras, caso seja do interesse da cliente, mas dá para promover mudanças significativas com o que você já tem. “No final do atendimento entregamos um dossiê completo com todas essas informações e uma lista de compras com peças-chave nas quais seria interessante investir”, explica.

E não se preocupe: as peças não precisam necessariamente ser de grife e é totalmente possível se vestir bem comprando em lojas populares. Segundo Bianca, a consultoria ensina também sobre tecidos e materiais, o que facilita muito a hora da compra. Depois de passar por todo esse processo você elimina situações como aquela em que a peça fica jogada no fundo do armário, às vezes até com a etiqueta, por conta da não identificação com o produto. “Não é porque está na moda que todo mundo deve usar. Devemos, sim, estar atentas às tendências, mas absorver somente aquilo que nos cai bem, que combina”, ensina e prossegue: “muitas vezes acabamos nos vestindo da mesma forma que os demais por medo de errar, medo de julgamentos, mas a ideia central é procurar um diferencial e se sentir bem”.

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