Rede Nossa: Quanto um reality show pode valorizar ou desvalorizar a imagem de um influenciador/celebridade?

Por: Revista Nossa Foto: DIVULGAÇÃO
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Atualmente o Brasil e fãs de reality estão acompanhando a décima segunda edição de “A Fazenda” (RecordTV). Um pouco mais de um mês no ar, a expectativa para a estreia do programa era enorme, ainda mais após o sucesso do “BBB20” (Rede Globo) que mobilizou o país. No casting, nomes fortes como Jojo Todynho, MC Mirella, Biel. Enquanto uns lutam para tentar limpar uma imagem que foi afetada por ações do passado, outros vem conquistando a cada dia que passa, mais admiradores. Um dos maiores medos de quem participa de um reality show, é a tal da cultura do cancelamento que tanto atinge as celebridades nos dias de hoje. Como garantir que a presença em um programa de tamanha repercussão, não irá se tornar um pesadelo que pode prejudicar sua imagem?

A empresária Priscila Jaffé, especialista em marketing de influência e responsável pela carreira de nomes como Carla Prata, “A Fazenda 8”, estouro de influencer como Mirela Janis, que participou do “De Férias com o Ex Celebs” (MTV) e Nathalia Lucena em “Soltos em Floripa” (Amazon Prime Video), fala sobre como conseguiu realizar um trabalho com sucesso com suas clientes:

“O influenciador digital é empreendedor de si próprio. A sua marca pessoal é o bem mais valioso que possui, por isso, ao participar de um reality show, precisa ter total consciência da responsabilidade de sua postura no confinamento e de que qualquer fala ou atitude, será julgada. A desvalorização dentro de um reality pode vir muito mais forte do que uma valorização”, explica. 

A CEO da Jaffé Produções, que tem ainda em seu casting grandes nomes como Marina Ferrari e Carla Prata, ressalta inclusive a lição que o “Big Brother Brasil 20” trouxe ao mercado. Para a empresária, Manu Gavassi e sua equipe deram uma aula de estratégia comercial. A artista entrou na casa mais vigiada do país com conteúdo produzido, gravado, roteirizado para todo período de duração do programa: 

“Por mais que os influenciadores tenham grande alcance no mundo digital, eles sabem que existem pessoas que não conseguem atingir com seus canais, mas que ainda assim, são um público consumidor interessante. Esse é o grande bacana da visibilidade proporcionada por um reality e Manu é o melhor exemplo disso. Roteirizou, imaginou situações lá dentro, planejou. Isso é interessante porque além de você estar alimentando aqueles seguidores do mundo digital, você também está conquistando e fidelizando o público da televisão. Se o influenciador mantem essa constância de publicações em sua rede, que não seja só publicidade, acaba conquistando pessoas que não necessariamente são fãs dela dentro do reality, mas é alguém curioso que foi lá no perfil dela para saber mais sobre ela, ver quem ela é”. 

Priscila afirma ainda que outra fórmula infalível, é a autenticidade de quem participa de um programa como o “De Férias com Ex”, “BBB”, “A Fazenda”: “Pode parecer clichê, mas sempre orientei nossos influenciadores e artistas, a serem realmente quem são durante um confinamento. Ninguém consegue manter um personagem por tanto tempo. Para participar de um reality, você precisa estar muito firme e seguro sobre quem você. Um exemplo do que estou falando é Rafa Kalimann. Diferente de Manu, ela não entrou com esta estratégia de marketing de conteúdo para suas redes, mas em contrapartida, soube se posicionar muito bem, cativou as pessoas.”

A empresária reforça também, que nem sempre número de seguidores, é sinônimo de sucesso: “Uma imagem positiva vale muito mais do que números. Nem sempre você ganhar seguidor, significa que você está valorizando. Quem se mostra verdadeiro, abre seu lado ser humano, que está propício aos erros e acertos, mas que está em constante busca de evolução, agrega muito mais. A Rafa se envolveu na briga com a Bianca Andrade, mas se manteve firme em suas convicções e atitudes. Saiu com a imagem super positiva, contrato com a Globo, ganhando R$ 15 mil em sequencia de storys, enquanto a Bianca saiu com contratos cancelados, Rede Globo processando e por aí vai”. 

Priscila cita também o caso de Felipe Prior, que também participou do "BBB20": "Ele foi um dos que mais ganhou seguidores, mas não faz muitos trabalhos. Isso aconteceu não só por conta de algumas atitudes dele dentro da casa, que não agradaram, quanto coisas sobre seu passado, que afastaram muitas marcas".

A profissional finaliza: “O reality show pode ajudar o influenciador ou artista a promover não só o seu trabalho, como as marcas. Trabalhar o marketing de influência de forma correta, criar estratégias de utilização e estudar como esse espaço e exposição podem ajudar a engajar ainda mais o público é essencial.” 

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