Rede Nossa: Influencer jaraguaense Josie Valério fala sobre a cultura do cancelamento

Por: Josie Valério Berthelsen
Foto: DIVULGAÇÃO
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A cultura do cancelamento tem chamado a atenção, principalmente nas redes sociais, por tratar-se de uma onda que incentiva pessoas a deixarem de apoiar determinadas personalidades ou empresas, públicas ou não, do meio artístico ou não, em razão de erro, conduta, ou opinião reprovável. Nos termos da definição da palavra “cancelar”, a idéia do movimento é literalmente “eliminar” e “tornar sem efeito” o agente da conduta tidos pelo “tribunal da internet” como reprováveis. Ocorre que, especificamente com relação à cultura do cancelamento, e ao contrário do Direito em que há um devido processo legal para justificar uma punição ou não, o “tribunal da Internet” não costuma oportunizar sequer o exercício do contraditório.  Na maioria das vezes, a cultura do cancelamento costuma ter efeitos imediatos, onde a onda de boicote tem início tão logo o erro ou conduta tidos como reprováveis. Tal imediatismo, porém, traz à tona certa intolerância e falta de empatia, demonstrando assim que o acusado fica sem defesa. 

Dessa forma, o ambiente virtual torna-se hostil, seletivo e, por vezes, injusto. Nota-se que, a partir do apontamento do suposto erro ou conduta reprovável por um grupo de pessoas, cria-se um movimento na rede social de exposição para que, não somente os usuários deixem de “seguir” a pessoa ou de comprar determinada marca, por exemplo, mas também para que parem de dar visibilidade ao trabalho de alguém ou determinada empresa. Por meio da onda de ataques aos perfis em redes sociais, os efeitos são sentidos em todos os aspectos: na vida pessoal de pessoas físicas que perdem trabalhos, contratos, patrocínios e até desenvolvem problemas psicoemocionais, bem como na atividade de empresas que deixam de realizar vendas, atender clientes, etc. Um dos exemplos recentes da cultura do cancelamento nas redes sociais foi ocorrido com uma digital influencer do mundo fitness (Pugliese) que, durante a pandemia e o isolamento social, meses após ser diagnosticada e “se curar” do coronavírus, reuniu alguns amigos em sua casa, fazendo publicações da “festinha”. A anfitriã foi imediatamente cancelada nas redes sociais, com a consequente perda de diversas parcerias e rescisão de contratos. E apesar do pedido de desculpas e reconhecimento do erro, o cancelamento se manteve, beirando o linchamento virtual e fazendo com que ela desativasse seu perfil em uma de suas redes sociais. Nesse contexto, observa-se que o “Tribunal da Internet” não realiza seus julgamentos com igualdade ou proporcionalidade. 

  • Primeiro, porque deixa-se de discutir ideias e passa-se a discutir pessoas ou empresas. 
  • Segundo, porque poucos preferem ouvir, entender e formar uma opinião antes de atacar. 
  • Terceiro, porque outras pessoas ou empresas envolvidas em situações parecidas, por exemplo, não sofrem a mesma intensidade de críticas que as “canceladas”. 
  • Quarto porque, no mundo virtual, é muito tênue a linha entre a crítica construtiva e o ataque revestido ofensas.

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Cada dia mais vivenciamos alguém sendo cancelado virtualmente, por pensar diferente ou agir diferente! As mesmas pessoas que pregam, “empatia”, “sororidade”, “ser diferente é legal”  entre outras frases típicas pra não dizer clichês, são essas mesmas que, quando se deparam com alguém de opinião divergente a delas, as cancelam em massa. E muita gente tem adoecido mentalmente por existir pessoas que pregam atitudes que não usam no dia a dia, o verdadeiro “FAÇA OQUE EU DIGO, NÃO FAÇA OQUE EU FAÇO”. Já parou pra pensar que uma opinião que diverge da sua é: “Apenas uma opinião”? Quantas outras atitudes e pensamentos iguais ao seu alguém pode ter, ou ainda, cancelar outrem por uma única atitude anula então todas as atitudes boas e que você provavelmente concordaria e assinaria embaixo. Alguém não pode ser resumido apenas por 5 min ou  1 atitude. É necessário conhecer mais, saber mais, viver mais dessa ser humano, para ter um real entendimento. Não conhecemos nem 5% da vida de ninguém, pré julgar é mais fácil quando se trata do outro, mas quando nos colocamos nessa situação, passamos a entender o quão difícil é ouvir “fatos” presumidos por pessoas que nunca te conheceram de verdade. Qual a empatia e sororidade com a história, com aquilo que não se publica e com a vida ? Estamos vivendo tempos tão difíceis onde alguns conquistam grupos específicos por implantar ideias super legais, as quais não vivem no dia a dia. O cancelamento vai além de falar e difamar alguns, ele entra no trabalho, destrói famílias e no geral a vida de alguém. Não adianta apoiar o setembro amarelo nas redes sociais, e enviar pessoas pro psiquiatra fazendo uso de antidepressivos com suas palavras intoxicadas de maldade, revestidas de uma fina capa de “críticas construtivas”.

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