Rede Nossa: Comandante do 14º Batalhão, Marcio Leandro Reisdorfer, abre o jogo sobre vida e sociedade

Por: Charles Siemeintcoski Foto: DIVULGAÇÃO
Compartilhe

O Tenente-Coronel Marcio Leandro Reisdorfer aceitou prontamente o convite da Revista Nossa para falar um pouco de sua carreira e gestão frente ao comando do 14º Batalhão Militar de Jaraguá do Sul e, por que não, sobre algumas de suas preferências estéticas, culinárias e tudo que a Revista pôde tirar.

Com 27 anos de atividades no serviço militar, admirador da frase “Nunca diga perdi, sem antes dizer, lutei!”, o comandante do posto mais alto do 14º Batalhão é um apreciador da prática e restauração de carros antigos. O leitor ou a leitora porventura sabe qual a palavra que define esta prática tão recorrente no mundo inteiro? Antigomobilismo. Isso mesmo. Quando o Coronel usou esta palavra na entrevista concedida por e-mail, é preciso confessar que este repórter teve que procurar o google.

Natural de São Miguel do Oeste (SC), Marcio Leandro Reisdorfer começou muito cedo na Polícia Militar (PM): “Ingressei na PMSC em 1º de março de 1993, com 17 anos de idade, por ocasião de ter logrado êxito no vestibular da ACAFE para o Curso de Formação de Oficiais, que é realizado na Academia de Polícia Militar da Trindade em Florianópolis.”

Com muito trabalho e dedicação à carreira militar, foi subindo de patente dentro da PM até chegar ao posto de Tenente-Coronel. “Fui promovido ao posto de Tenente- Coronel PM no dia 31 de Janeiro de 2017, na época servia como piloto de helicóptero na 2ª Cia do Batalhão de Aviação da PMSC em Joinville.” Foi com orgulho e com muita vontade que o Ten. Cel. assumiu o 14º Batalhão da Polícia Militar em 19 de novembro de 2018, data que o próprio militar não se esquece.

Diante de tudo isso, ele faz questão de dizer por que escolheu a carreira militar como seu projeto de vida. “Desde tenra idade sempre tive interesse pela vida militar. Creio ser uma vocação inata. E por ocasião do término do ensino médio, estava inclinado a seguir a carreira em uma das forças. Quando fui morar em Florianópolis, em 1991, um amigo me falou sobre a carreira de oficial da PM. Foi minha primeira opção, estudei diretamente para conseguir uma disputada vaga no vestibular para o Curso de Formação de Oficiais - CFO.”

Experiência marcante
“Era uma noite de sábado quando as chuvas intensas que caíam sobre o Vale do Itajaí trouxeram as primeiras consequências na região do Morro do Baú, em Ilhota. Por lá, morros vieram abaixo e fizeram a cidade ser o epicentro da tragédia de 2008 com o maior número de mortos: 47 no total. Não havia área de telefonia móvel na região. Isso fez com que os moradores do Morro do Baú ficassem em martírios entre lama, barro, destruição e mortes. Só dois dias depois do estopim da catástrofe que os primeiros helicópteros da PM sobrevoaram a região, resgatando sobreviventes, carregando corpos e levando mantimentos àqueles que ainda não poderiam ser retirados de lá”. A narrativa acima é um resumo do que ocorreu à época.

Para o Ten. Cel., que participou desta missão como piloto do helicóptero Águia da Polícia Militar, esse dia de 2008 ficará gravado na memória para sempre. “O vale do Itajaí foi totalmente atingido, houve muitos desmoronamentos, transportamos feridos, mantimentos e até corpos. Foi a maior operação aérea, no Atlântico Sul, depois da Guerra das Malvinas ocorrida em 1982.”

O prestígio da PM na região
Muitas vezes a PM e as demais autoridades de segurança, em cidades grandes principalmente, são vistas com desconfiança por parte da população, o que não ocorre em nossa região. Perguntado sobre este detalhe, o comandante foi claro: “Jaraguá do Sul e região são um caso à parte. Somos reconhecidos e queridos pela população, e temos apoio das entidades públicas e privadas. Estas manifestações se materializam em nossa vontade de bem servir.”

A prevenção é, para o comandante, o eixo central para potencializar a interação cada vez mais próxima entre a polícia e os segmentos organizados da sociedade. “A prevenção é protagonizada por programas que destacam a participação da polícia junto a várias atividades no seio da sociedade, a exemplo do PROERD, da rede de vizinhos, dos conselhos de segurança, entre outras ações que fazem parte de uma rede, que juntamente com o braço operativo, representam a capacidade total de atuação de nosso batalhão na missão da preservação da ordem pública em nossa cidade e região,” finaliza.

BATE-BOLA
Um hobby – Antigomobilismo
Um gênero musical – Pop anos 80
Uma culinária – comida típica Italiana - todas
Um filme – Top Gun - Ases Indomáveis de 1986
Um livro – Sun Tzu – A arte da Guerra
Uma frase – Nunca diga perdi, sem antes dizer lutei!

Veja também

Rede Nossa: Naturale é a opção perfeita para quem busca adotar um estilo de vida saudável com produtos de primeira linha
Loja já é referência em produtos naturais em Jaraguá do Sul
Rede Nossa: Com tecnologia de ponta, Clínica Dr. Eduardo Bornhausen Demarch vem se destacando no cenário catarinense
Dr. Eduardo trouxe o conceito das grandes metrópoles para jaraguaenses que buscam uma repaginada no visual
Rede Nossa: Kelly Pianezer, fotógrafa da Dek Fotografia, precisa da sua ajuda após sofrer acidente de carro
Devido à pandemia, ela teve de se reinventar como representante comercial e agora não pode se locomover
Coluna do Moa - 22 de outubro
Pelo o meu fio vermelho fiquei sabendo que na segunda-feira um candidato a vereador, prevendo não ter plateia para aplaudi-lo no encontro promovido por ele, providenciou...
Rede Nossa: Joinville anuncia nova data para a volta às aulas nas redes municipal e privada
O prefeito Udo Döhler, que havia se mostrado cético com a retomada das aulas em 2020, ainda que seja defensor do retorno, alega que é preciso oferecer oportunidades para as famílias que desejam a volta dos filhos às salas de aula