O que temos a ver (aprender) com a guerra na Ucrânia?

Por: Política - Por Deputado Carlos Chiodini
Foto: Divulgação
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A guerra na Ucrânia trouxe ainda mais incerteza para a economia global, que não havia se recuperado dos efeitos da pandemia do Coronavírus. Além disso, o conflito no Leste Europeu tem alterado todas as bases geopolíticas e geoeconômicas sobre as quais o mundo estava estruturado desde o fim da Guerra Fria.

Os países estão rediscutindo questões como os perigos da interdependência econômica e a interconexão entre segurança nacional e comércio internacional, além de ponderar seus impactos sobre o custo de energia, o que também pode ser visto como uma oportunidade para acelerar a transição para energias renováveis.

Contudo, as agências de inteligência e também profissionais de segurança não descartam um ataque cibernético em massa da Rússia dependendo dos rumos que a guerra pode seguir. Mas é importante lembrar que um dos piores ataques cibernéticos de todos os tempos foi lançado justamente por hackers russos contra a Ucrânia em 2017.

A invasão paralisou órgãos do governo, aeroportos, ferrovias, bancos e até o sistema de monitoramento da radioatividade na Usina Nuclear de Chernobyl. Os custos do ataque, que se espalhou pelo mundo, foram estimados em US$ 10 bilhões. O que chama atenção é que, até o momento, não foi detectado nenhum ataque cibernético durante a invasão russa.

Mas como será que anda a soberania cibernética no Brasil? Um levantamento feito por uma empresa de segurança apontou que os ataques no Brasil teriam aumentado 92% de janeiro a agosto de 2021 e, de acordo com empresa de consultoria internacional, o Brasil seria o quinto maior alvo de cibercriminosos.

E não é preciso pensar muito para lembrar que diversos órgãos públicos, incluindo o Supremo Tribunal Federal, o Superior Tribunal de Justiça e o Ministério da Saúde, já foram alvo desse tipo de ataque. É preciso mais atenção neste assunto para garantir a nossa segurança. Especialistas na área afirmam que o volume de investimento em cibersegurança, especialmente por parte do setor público, tem ficado muito aquém do desejável.

Uma coisa é certa e aprendi com meu pai: “é sempre melhor aprender com os erros dos outros”. E o Brasil faria bem em se preparar para um novo cenário internacional de maior hostilidade e de ataques cibernéticos. Embora tenhamos sido poupados até o momento de grandes invasões, não se pode contar apenas com a própria sorte.

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