Moa Gonçalves entrevista Dra. Aline Picolo Pereira

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ENTREVISTA COM MOA GONÇAVES

As férias estão terminando e os pais correm para cuidar de todos os detalhes da volta às aulas. Será que conferir como anda a saúde ocular dos filhos entra nessa lista de afazeres? O ano letivo de 2021 foi desafiador para a maioria das famílias com filhos em idade escolar, principalmente com o primeiro contato com uma rotina de aulas online.

Agora, em 2022, as aulas presenciais estão voltando e os preparativos com a saúde de cada aluno está sendo redobrada. Mas e o cuidado com a visão dos filhos nesta volta às aulas, como está? Para falar um pouco sobre o assunto, MG conversou com a oftamologista, Dra. Aline Picolo Pereira, sobre a importância da avaliação visual dos pequenos.

 

 Dra. Aline Picolo Pereira - Oftamolmogista

 

 

MOA GONÇALVES - Quais os sinais ou sintomas que pais e professores devem prestar atenção para identificar que a criança tem algum problema de visão?

DRA. ALINE PICOLO PEREIRA: Existem alguns sinais que são bem evidentes, já outros podem ser mais sutis, porém não devem ser menosprezados pelos pais ou professores. Na dúvida, é melhor comunicar o oftalmologista, pois a infância é o período crucial de desenvolvimento da visão e, passado esse período, algumas condições podem não ter mais tratamento. 

Vermelhidão ocular, sensibilidade aumentada à luz, alteração da visão ou dor são sinais que chamam bastante atenção e devem ser comunicados ao oftalmologista o mais breve possível.

Piscar excessivo e esfregar de olhos podem ser sinal de alergias mas também de necessidade de uso de óculos em crianças pequenas.

Olhos desalinhados a partir dos seis meses de idade devem sempre ser acompanhados com o oftalmologista de perto.

Pouco interesse ou dor de cabeça em atividades que exigem concentração, perder a linha quando está lendo, aproximar-se das telas para enxergar ou esbarrar em objetos e tropeçar muito podem ser sinais de alguns problemas visuais.




MG - Quais os problemas de visão mais comuns na idade escolar?

APP - A miopia, o astigmatismo e a hipermetropia são as mais frequentes alterações de visão encontradas em crianças. É simples corrigir com uso de óculos, porém nem todas as doenças da infância podem ser tratadas com óculos e são também bastante frequentes. Cito algumas delas, como o estrabismo (olhos desalinhados), a ambliopia (também chamada de olho preguiçoso), a blefarite (inflamação das pálpebras) e a ptose palpebral (pálpebra caída).



MG - O uso exagerado de aparelhos eletrônicos como celulares, tabletes e computadores pode prejudicar a visão das crianças?

APP - A necessidade de uso de óculos em crianças vem aumentando bastante nos últimos anos, em especial pela miopia, e estudos já comprovam associação com o uso excessivo da visão em telas. 

São evidentes também diversos problemas psicológicos, distúrbios de atenção, sono, alimentação, sedentarismo, sexualidade, violência, audição, postura e uso de drogas, todos associados com o uso inadequado das telinhas.

A recomendação atual da Sociedade Brasileira de Pediatria é que menores de dois anos não sejam expostos às telas. Entre dois e cinco anos se deve limitar a uma hora por dia. Entre seis e 10 anos limitar a uma a duas horas por dia, sempre com supervisão. Entre 11 e 18 anos limitar a duas a três horas por dia, nunca deixando se estender ao período de sono noturno.

É importante se desconectar nas refeições também entre uma e duas horas antes de dormir para não haver alterações do ritmo do sono.



MG - Com que frequência devem ser realizados exames oftalmológico nas crianças?

APP - A recomendação para crianças saudáveis, sem alterações aparentes, é que entre seis e 12 meses seja feita uma consulta completa com oftalmologista.

Do nascimento até os três anos de idade o pediatra ou médico da família deve repetir o teste do olhinho e avaliar o desenvolvimento da visão em consultas de rotina.

Entre três e cinco anos uma nova consulta completa com oftalmologista deve ser feita e, desde então, acompanhamento a cada um ou dois anos, conforme orientação de cada médico.

Importante ressaltar que se houver qualquer sinal fora do comum, os pais ou professores devem consultar o oftalmologista o quanto antes.

 

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