Jean Wyllys compara cartaz da Schützenfest de Jaraguá do Sul ao nazismo e causa polêmica

Por: Revista Nossa Foto:
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Comentário em rede social teve repercussão entre políticos catarinenses

   
 
 
Manifestação foi contra cartaz de uma tradicional festa da cidade  
Manifestação foi contra cartaz de uma tradicional festa da cidade
(Foto: Montagem A Notícia/Divulgação)
   

O ex-deputado federal Jean Wyllys comparou o cartaz da tradicional Schützenfest, de Jaraguá do Sul, ao nazismo e o comentário publicado na rede social do político na quarta-feira (27) causou polêmica na cidade e com parlamentares de SC. 

 

?Para Wyllys, a imagem, que traz em destaque uma mulher sorrindo vestida com roupas típicas alemãs com uma arma em mãos, retrata uma "estética da propaganda nazista alemã para promover uma 'festa de atiradores".

O ex-parlamentar ainda comentou que a cidade fica em uma região do Brasil para onde fugiram "muitos nazistas" para "não pagarem por seus crimes". 

O caso repercutiu nas redes sociais e deputados de SC chegaram a responder ao tuíte de Willys. Vicente Caropreso (PSDB) disse que o ex-parlamentar "perdeu a chance de ficar calado", que "não há nada de cultura nazista" e que a tradição do tiro "veio com os antepassados da Hungria, Áustria, Alemanha e Itália no século 19".

 

O também deputado estadual Sargento Lima (PL) afirmou em resposta a Jean Wyllys que nazismo é crime, e disse que o ex-deputado federal "tenta imputar uma imagem de conduta criminosa a um estado inteiro, através de uma analogia preconceituosa, doente e torta".

A prefeitura de Jaraguá do Sul chegou a divulgar uma nota oficial lamentando o comentário, que foi definido pelo poder público municipal como "manifestação preconceituosa". A nota cita a festa como sendo um "orgulho catarinense" que mantém tradições trazidas por colonizadores. 

O texto ainda diz que, "ao se manifestar preconceituosamente contra a festa", Wyllys tentou desonrar uma das regiões "mais prósperas de Santa Catarina e do Sul do Brasil". 

O caso também foi repercutido pelo presidente da Câmara de Vereadores da cidade, Jair Pedri (PSD), que entendeu a situação como desrespeito aos jaraguenses. Para ele, não gostar da festa é um direito, "mas ofender o nosso povo e as nossas tradições é inaceitável". 

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