Especial Dia das Mães: Amor que se multiplica - com Loren Cichoki

Por: Priscilla Millnitz Pereira Foto: Jessica Melaine
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Mesmo enfrentando dificuldades na gestação e no parto, Loren Cichocki nunca abriu mão do sonho de ser mãe. O resultado é o amor entre ela e Diego Zaninotto multiplicado por dois, na figura de Leona, hoje com 10 anos e Dora, de 04 anos.

Loren Cichocki sempre teve muito claro que vivenciaria a maternidade e não mediu esforços para isso. Mãe de Leona, 10 anos e Dora, de 04, os desafios começaram antes mesmo do nascimento. Após uma gestação tranquila, a primogênita veio ao mundo num parto de emergência na 32ª semana de gestação. “Lembro que foram momentos de pavor. Meu marido não pôde entrar na sala de parto e mal pude ver o rostinho da minha filha assim que ela nasceu, pois precisou ser levada direto para a UTI neonatal, de onde teve alta somente depois de 15 dias”, recorda. O nascimento da menina revelou uma condição até então desconhecida pela mãe de primeira viagem: Loren sofria de trombofilia, que faz com que a pessoa tenha mais chances de desenvolver trombos, sofrer abortos de repetição, perdas tardias, entre outras complicações.

Um grande susto para quem se programou muito antes de engravidar e esperava exclusivamente pelos desafios e aprendizados comuns ao nascimento de um bebê. E foi somente após o quinto dia na incubadora que chegou o tão sonhado momento de tê-la em seus braços. Loren não conseguiu amamentá-la, as roupinhas que comprou ficaram grandes e, quando o tamanho finalmente se tornou adequado, as estações já haviam mudado. Certo mesmo só o planejamento de carreira que Loren programou e a consolidação do casamento com Diego Zaninotto, que foi o apoio nos momentos mais difíceis e também quando decidiram, apesar de todos os riscos, tentar o segundo filho.

Natural de Assis Chateaubriand no Paraná, Loren passou a infância e adolescência em Marechal Cândido Rondon e se mudou posteriormente para cursar direito em Umuarama. Foi lá que conheceu o marido e se casou. Na época ela trabalhava na área criminal, mas, com a mudança para Santa Catarina, passou a cuidar do departamento jurídico da Uvel. Com a rotina de trabalho na concessionária mais tranquila, Loren seguia sonhando com um segundo bebê. Em 2014, mesmo fazendo tratamento, acabou sofrendo um aborto, mas em 2017, após 300 injeções de anticoagulante na barriga e acompanhamento médico a gestação inteira, nasceu Dora, super saudável e com 39 semanas de gravidez. “Nossa bebê arco-íris é a comprovação de que amor se multiplica”, comemora.

Diferente da primeira experiência, Loren foi bem mais comedida com Dora. “Ela usou boa parte das roupinhas que Leona não pode aproveitar. Mãe de primeira viagem é um exagero e dessa vez me preparei somente com o necessário”, diverte-se. Hoje ela se considera completa com a sua “experiência de continuação” e não pensa em aumentar a família. A chegada de Dora mudou a rotina de todos, inclusive da irmã mais velha e, embora Leona pedisse uma irmãzinha, ela também teve que se adaptar. “Eu me esforcei para ter momentos só com ela, mesmo amamentando e o Diego fazia a mesma coisa. Isso foi muito importante”, salienta e conclui: “em razão dessa diferença de idade, preciso ser uma mãe diferente para cada uma delas”.

Nessas horas quem ajuda a segurar as pontas é a funcionária, que a acompanha desde que chegou a Jaraguá, em 2015, e os avós maternos, que ela fez questão de buscar para perto há dois anos. Loren enfatiza que ter o primeiro filho é muito difícil, pois tudo é novidade. No segundo, a experiência e o conhecimento fazem com que as coisas fluam melhor, mas não torna necessariamente fácil. “Quando me perguntam qual fase é a mais complicada, sempre respondo que é a próxima, pois o que passou, passou, já dei conta, agora o novo está vindo e eu não sei o que é”, reflete.

“Ser mãe é um processo, um aprendizado, uma ampliação da própria existência, é não saber se está certa ou errada, ficar na dúvida se achou o equilíbrio entre o não e o sim, o pode e não pode”.

Loren não tem dúvidas do quão gratificante é ser mãe e ver as meninas crescendo celebrando cada pequena conquista. E conta ainda que em meio às suas reflexões sobre erros e acertos, deseja que as filhas sejam melhores que ela em tudo: como pessoas, profissionais e como mães. “As gerações futuras precisam absorver o que as passadas têm de bom e melhorar, aprimorar, aprender, evoluir. E o que não for bom, tem que aprender a mudar”, resume.

Com a pandemia e suas restrições, o casal também precisou se reinventar, mas avalia o resultado como positivo. Conseguiram desacelerar e curtir mais a companhia da família, não abrem mão de fazer as refeições juntos e quando sobra um tempo os programas preferidos são assistir filmes (eles fizeram a assinatura de algumas plataformas), dançar (Just Dance virou um vício) e curtir jogos de tabuleiro e cartas. Esse período também ajudou a diminuir as questões envolvendo a diferença de idade entre as meninas, já que por muitas vezes uma só teve a companhia da outra, as obrigando a descobrir brincadeiras que davam certo para as duas idades, às vezes de forma natural, em outras com os pais dando ideia e brincando juntos. “A gente como mãe erra muito, mas acerta muito também, e estamos sempre tentando fazer o melhor”, encerra.

 

 

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