Especial Dia das Mães: Ser mãe, uma missão mais que especial - com Patricia Suelen Pereira

Por: Priscilla Millnitz Pereira Foto: Jessica Melaine
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Sem tratamento médico comprovado para o tratamento do filho, Patricia Suelen Pereira dedica todo o seu tempo, amor e fé ao pequeno Enzo, de três anos e 10 meses. “O amor de mãe não conhece limites”, afirma.

“Quando nos tornamos mães, ficamos conectadas aos nossos filhos o tempo inteiro. É uma preocupação constante e lidar com isso é um dos meus maiores desafios”. As palavras resumem o sentimento de Patricia Suelen Pereira, mãe do Enzo. Após uma gestação tranquila e cheia de cuidados e amor, o garotinho veio ao mundo para dar mais luz e sentido para a sua vida e à de Rudieri Furlan, com que é casada há nove anos.

O destino, porém, tornou a missão dessa mãe ainda mais especial. Ela conta que Enzo sempre foi quietinho, mas que com o tempo passou a acreditar que ele era diferente das outras crianças. “Ele não me atendia quando o chamava pelo nome. Resolvi pesquisar a respeito e encontrei vários vídeos de mães sobre Transtorno do Espectro Autista (TEA)”, lembra. Foi quando caiu a ficha e o casal resolveu buscar ajuda. Patricia não nega que foi um momento de choque e desespero, mas, como o amor de mãe não conhece limites, correu atrás de ajuda para oferecer o melhor para o filho dentro das novas condições.

 

O que se seguiu após a descoberta foi uma longa jornada de adaptações, terapias e exames e o resultado de todo esse processo exigiu ainda mais força. Quando Enzo tinha cerca de dois anos e meio, foi diagnosticado com Gangliosidose GM1 tipo 1, uma síndrome genética rara e ainda sem cura que afeta o desenvolvimento motor e cognitivo, desencadeando um quadro de atrofia muscular e um retrocesso no desenvolvimento cerebral. “Quando recebemos a notícia, os médicos disseram que a expectativa de vida de quem tem essa doença não passa de três anos. Com a graça de Deus ele já está com quase quatro. Temos em nosso coração que a última palavra não vem dos médicos, vem de Jesus”, reflete, esperançosa.

Com a sensação de que a medicina lhes fechou a porta, o casal buscou tratamento alternativo à base de uma enzima homeopática e um suco de babosa dos Estados Unidos. “Conhecemos Adolfo Celso Guide, um paranaense cujo filho vive até hoje, já com seus 30 anos. Seguimos o tratamento dele e não observamos regressões significativas”, comemora. Mesmo com todo esse esforço, Enzo segue sendo totalmente dependente. Ele não senta sozinho e precisa tomar água e sucos com seringa, o que fez com que Patricia abrisse mão do trabalho no salão de beleza por três anos e deixasse o negócio a cargo do marido. Hoje, com a ajuda de uma tia e de sua mãe, ela reserva meio período para a profissão e se esforça para dar conta dos afazeres da casa. Tarefa nada fácil.

 

Por viverem em um processo de luta emocional diária, o casal não pensa em ter mais filhos. Pelos meios naturais isso não seria possível, pois a síndrome veio de um gene raro compartilhado por Patricia e seu marido. Caso tente engravidar novamente, há 25% de chances de o bebê nascer com o mesmo problema. A solução seria partir para a inseminação artificial ou adoção, mas nenhuma das alternativas está no plano por enquanto.

O foco agora é cuidar do bem estar e desenvolvimento de Enzo. Patricia conta que o principal programa em família é passear no shopping. O pequeno ama e quase todos os domingos os pais o levam para comer o bolinho de morango com chocolate predileto. Em casa, passa o tempo relaxando em uma rede. Adora se balançar e ama luzes, como a dos pisca-piscas.

Para esse Dia das Mães, porém, não haverá programa especial, até por conta da pandemia. Patricia pretende somente agradecer a Deus mais uma vez pela oportunidade de ser mãe, de ter o filho em seus braços e por ter sido escolhida para cuidar desse anjo especial. “Filhos são a nossa melhor escolha. Eles nos trazem cores e alegrias e nos fazem homens e mulheres melhores. Ter um filho é ter uma razão de ser para o resto da vida”, conclui.

 

“Ser mãe é carregar no corpo o dom da criação e no coração um amor que não conhece limite. É a maior e mais divina das responsabilidades”.

 

 

 

 

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