Especial Dia das Mães: Gratidão pela Maternidade - com Bete Lamardo

Por: Priscilla Millnitz Pereira Foto: DIVULGAÇÃO
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Da alegria do nascimento à dor da perda, Maria Elisabete Lamardo vivenciou todas as emoções de ser mãe e tirou importantes lições de amor e fé. Conheça a sua história e se deixe encantar com todo o bom humor e leveza de Bete.

Não só o dia nove de maio – quando será comemorado mais um Dia das Mães –, mas em todos os demais, Maria Elisabete Lamardo tem um único sentimento: gratidão. Mãe de três filhos e avó de três netas, ela segue com o espírito alegre e jovial, ainda que nem todas as experiências tenham sido leves ao longo dos seus 71 anos de vida. Nascida na capital de São Paulo, ela afirma que foram os caminhos do amor que a trouxeram até Jaraguá do Sul, mas, pela fala simpática de Bete, como é mais conhecida, amor é o que move toda a sua vida.

Primeira filha em uma família de sete irmãos, Bete viveu anos sob o rigor do pai, um italiano severíssimo que lhe impunha uma série de proibições. Motivada pela liberdade, casou-se aos 20 anos com o primeiro namorado, ao lado de quem permaneceu durante 34 anos. “Assim ficaria mais fácil ir a festas, viajar e me vestir como queria”, diverte-se. Os planos logo mudaram de foco e, da curtição, passaram a pensar em “fazer seu próprio pé de meia” para aumentar a família. Bete conta que as amigas tiveram forte influência sobre essa decisão, mas que, por serem um casal muito programado, demoraram um pouco mais para optar pela gravidez. “Colocamos algumas metas de bem estar antes dos filhos. Assim que atingimos, eu engravidei”, lembra.

Todo o planejamento não foi capaz de evitar o susto ao descobrir só no quinto mês de gestação que o primeiro rebento estava por vir. Bete conta que sempre teve o ciclo menstrual desregulado e só estranhou quando as calças não quiseram mais fechar. A essa cintura grossa, deram o nome de Flavio, hoje com 48 anos de idade. Depois ainda veio Felipe e Frederico. Acostumada a ter sempre muita gente da família por perto, quis o destino que cada um fosse morar em um canto do país. “Não vou negar que meu coração ficou apertado, mas entendemos que a distância física, apesar de desconfortável, se torna mais amena quando estamos juntos no coração”, reflete.

Hoje Flavio trabalha em Curitiba, Frederico foi viver em Fortaleza e Felipe mora no céu. Vítima de um tumor cerebral altamente invasivo, o rapaz faleceu quando tinha 27 anos deixando grandes lições, pois lutou com resiliência até o último dia. “Antes de partir, meu filho me fez prometer que eu nunca perderia a alegria de viver, por pior que fossem as circunstâncias e me empenho em cumprir o  que prometi a ele”, emociona-se. Bete conta ainda que superar a perda de um filho é impossível, mas que se apoia no amor e carinho dos outros dois para seguir levando a vida adiante com leveza e esperança. Esse aprendizado também serviu, em suas palavras, para tirar de letra questões que para muitas pessoas causariam desespero. Mais uma vez o amor e a fé a fizeram forte e foram pavimentando seu caminho.

 

E se Deus lhe tirou um filho, a presenteou com três netas maravilhosas: Giullia, de 11 anos e as gêmeas Giovana e Graziela, de nove, todas filhas de Frederico e Juliana, nora por quem Bete nutre grande apreço e admiração. Apesar da distância, ela conta que todos costumam se encontrar em média cinco vezes ao ano. E nesses momentos não tem essa de fazer papel de “segunda mãe”, não. Ela faz questão de deixar claro para as netas que o papel na educação cabe exclusivamente aos pais. Com ela é amizade, diversão e brincadeiras.

Aliás, como mãe ela conta que já costumava ser tranquila e desencanada, do tipo “deixa a vida me levar”. O jeito “descomplicado” é herança de família, já que com tantos irmãs e irmãos, a criação era direcionada para que crescessem independentes. Em meio a essa sensação de liberdade, Bete encontrou a medida certa para exercer o seu papel maternal, ensinando valores como a fé, generosidade, disciplina e coragem. Fatores imprescindíveis para uma vida plena e feliz, na sua visão.

Bete se diverte falando que hoje em dia está mais fácil criar os filhos. Ela cita fraldas, escolinhas e maridos menos machistas e mais parceiros como algum desses fatores, mas reitera que não tem do que reclamar. “Dizem  que Deus nos avalia e nos premia de acordo com nossos merecimentos e são incontáveis as benesses que já recebi”, crê. Uma que faz questão de frisar é Rolli Bruch, o companheiro de jornada que entrou para a família quando Bete tinha 65 anos e nem pensava num segundo matrimônio. Era a vida lhe presenteando com mais uma benção.  “Meu  marido é um homem absolutamente acima da média em todos os sentidos e a pandemia veio para nos unir ainda mais”, derrete-se.

Profissionalmente, Bete trabalha hoje como gestora de negócios na filial da Trend Condomínios recém inaugurada em Piçarras após 30 anos de dedicação como produtora de eventos e áreas ligadas a festas. A decisão de abandonar a aposentadoria veio para diminuir o “vazio” deixado pelos filhos e continuar se sentindo útil. Hoje, porém, os planos são simples e valiosos: quer curtir a vida, viajar quando possível, ler muito e estar perto das pessoas amigas alegres e felizes que fazem questão de estar sempre a seu redor.

 “Ser mãe é tentar abrir horizontes para uma vida significativa e completa com poucas palavras e muitos exemplos. Simples assim”. 

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