Decisão judicial barra proposta milionária para compra da Teka

Por: Revista Nossa Foto:
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Tradicional fábrica têxtil de Blumenau estava sendo comprada por gigante do setor

 

Conforme juiz, Teka não pode negociar ações até nova determinação da justiça  (Foto: Arquivo/Divulgação)

 

Uma decisão judicial barrou, ao menos por enquanto, qualquer negociação envolvendo a Teka, uma das maiores fabricantes de artigos de cama, mesa e banho da América Latina, sediada em Blumenau. A empresa, que está em processo de recuperação judicial, era alvo de interesse da Bretton Participações, de São Paulo, uma holding especializada na reestruturação de empresas em crise. 

Conforme despacho do juiz Clayton Cesar Wandscheer, da 2ª Vara Cível de Blumenau, publicado nesta semana, as ações da Teka estão bloqueadas judicialmente e não podem ser negociadas até nova decisão judicial. Assim, negociações como a da proposta feita pela Bretton devem ficar suspensas. A empresa havia pedido à justiça autorização pra assumir a companhia blumenauense, apresentando um plano de recuperação.

A determinação do juiz segue entendimento do Ministério Público e da administradora judicial da Teka, Fabiane Paula Esvicero, que está na presidência da empresa desde junho de 2019, eleita pela assembleia de credores. A própria direção da companhia já havia se manifestado anteriormente sobre o bloqueio das ações ligadas ao ex-presidente Frederico Kuehnrich Neto, que tem a maioria da participação acionária. 

 

O juiz Clayton Cesar é o que cuida do processo de recuperação judicial da Teka e não havia se manifestado sobre a negociação com a Bretton até a proposta vir à tona. Antes de a empresa pedir o controle acionário da Teka à justiça, a Bretton e Frederico fecharam, em outubro de 2021, um acordo de compra das ações. Na tratativa, a Bretton desembolsaria até R$ 180 milhões pela participação acionária do controlador da Teka.

Além da aquisição das ações, a proposta apresentada à justiça fala de um plano de recuperação, com aporte de ao menos R$ 25 milhões em linhas de crédito, valor que poderia ser dobrado e que viria de fundos de investimentos, a ser usado estimular a produção, pagar as dívidas e ajustar as contas da Teka. A estimativa é que a dívida da companhia já tenha passado de R$ 2 bilhões. Quando a empresa entrou em recuperação judicial, o saldo era de mais de R$ 700 milhões.

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