Cresce público que prefere evitar noticias ruins

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Público que prefere evitar notícias ruins está crescendo

      Público procura notícias com impacto positivo Público procura notícias com impacto positivo | Foto: Reprodução/Shutterstock

A quantidade de espectadores que evitam as notícias ruins está crescendo. A informação aparece em uma pesquisa realizada pelo Reuters Institute. Os resultados foram publicados em um relatório lançado nesta quarta-feira, 15.

“Eu usei menos a TV e o rádio, porque é constantemente covid, covid e covid”, respondeu um homem de 58 anos. “Ou eles colocam constantemente política. Então eu simplesmente desligo.”

O documento sugere que o impacto combinado da pandemia de covid-19, da guerra na Ucrânia e da inflação provoca esse fenômeno, de acordo com o Yahoo Notícias. O relatório foi elaborado a partir de uma pesquisa com 93 mil entrevistados, distribuídos em 46 países, incluindo o Brasil.

Entre os participantes, 38% declararam que preferem ignorar os meios de comunicação. Na pesquisa realizada em 2017, essa proporção ficou em 29%, ou seja, houve um crescimento de 11%.

  O porcentual, no entanto, aumenta em relação ao Brasil, com 54%, e Reino Unido, com 46%. Os jovens formam o grupo que se mostrou particularmente mais reticente.

“Evito de forma ativa as coisas que podem me causar ansiedade e ter um impacto negativo na minha vida”, confessou um jovem britânico de 27 anos aos entrevistadores. O principal motivo para afastar as notícias é a sensação de repetição, em particular o caso da pandemia e as sucessivas crises políticas.

O sentimento de impotência e a dificuldade para entender alguns problemas também foram mencionados pelos entrevistados. “Os temas que os jornalistas consideram importantes, como as crises políticas, os conflitos internacionais e as pandemias mundiais, parecem ser precisamente os que afastam algumas pessoas”, explicou Nic Newman, principal autor do estudo.

A confiança nos meios de comunicação caiu na metade dos países em que o pesquisa foi realizada e subiu apenas em sete deles. Esse resultado representa um revés depois do início da pandemia, que incrementou o interesse e a atenção às mensagens públicas.

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