Cervejarias locais se reinventam durante a pandemia

Por: Revista Nossa Foto:
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O setor de eventos foi de longe o mais prejudicado pelas crises sanitária e econômica gerada em função da pandemia do novo coronavírus. As restrições impostas para o enfrentamento da pandemia obrigaram muitas empresas promotoras de eventos, bares, restaurantes, clubes, salões e danceterias a se adaptarem ou fecharem as portas. Com isso, houve, também, a queda na venda de bebidas alcoólicas, entre as quais o chope. Para enfrentar a crise, as seis cervejarias artesanais e que possuem o selo “Cerveja de Jaraguá do Sul”, tiveram de se reinventar.

A servidora da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico e Inovação, Kátia K. K. Farias, que é secretária-executiva da Comissão de Avaliação do Selo Cerveja de Jaraguá do Sul, diz que as cervejarias sofrem com a dificuldade de fornecimento aos bares e eventos. Mas enfatiza que a maioria dos empreendedores do setor conseguiu se adaptar e inovar, para poder pelo menos manter as indústrias abertas. “Eles usaram esse tempo para inovar, seja na produção, no ambiente das fábricas, na divulgação em mídias sociais, melhoraram rótulos, embalagens e inovaram também no sistema de distribuição dos produtos, chegando ao consumidor por meio de delivery ou retirada no balcão em opções de quantidades diferentes do que era fornecido antes”, explica a secretária-executiva se referindo ao uso dos growlers, cuja procura aumentou consideravelmente neste período, em detrimento aos barris, que tem uma capacidade de armazenamento muito maior e seu consumo é mais comum em festas e eventos. “As pessoas passaram a consumir quantidades menores, em suas casas, mas não deixaram de apreciar a bebida”, comenta.

A Diretora de Turismo, Leila Modro, explica que Jaraguá do Sul tem características culturais que proporcionam um nicho para a produção de cervejas artesanais, o que resultou na criação da Lei Municipal nº 7.793/2018, que instituiu o Programa de Incentivo às Microcervejarias Artesanais, Brewpubs (bares que produzem a própria cerveja) e Nanocervejarias no município.

A organização do setor e os incentivos municipais levaram à criação do selo de qualidade de produto genuinamente jaraguaense, “Cerveja de Jaraguá do Sul/SC”. Além disso, proporcionou a realização do Festival da Cerveja, cuja primeira edição ocorreu em fevereiro de 2020, semanas antes do agravamento da crise sanitária no Brasil. Fevereiro é o mês da cerveja no município, instituído por lei, oferecendo mais uma opção turística e uma alternativa de lazer, entretenimento, gastronomia e um momento para degustar e conhecer o potencial das indústrias cervejeiras locais.

Atualmente, seis indústrias cervejeiras possuem o selo Cerveja de Jaraguá do Sul/SC, outorgadas pela Prefeitura, após uma avaliação criteriosa. Podem requerer o selo as cervejarias chamadas ‘ciganas’, desde que produzam em uma das indústrias já certificadas. Das dez cervejarias que integram o Núcleo das Cervejarias da Associação Empresarial de Jaraguá do Sul , oito possuem o selo de “Cerveja de Jaraguá do Sul”.

Empresas com o selo de “Cerveja de Jaraguá do Sul”


- GRAAL BEER – @graalbeer - Rua Pedro Francisco Freiberger, 56 – Três Rios do Sul – (47) 3371-0990
- KONIGS BIER – @konigsbiercerveja - Rua Erich Sprung, 215 – Água Verde (47) 3055-4300
- CERVEJARIA MAESTRO – @cervejamaestro - Rua Marcos Valdir Girolla, 265 – Barra do Rio Cerro – (47) 3275-8200
- CHEROKEE – @cherokeebrewhouse - Rua Walter Marquardt, 284 – Vila Nova (47) 3370-0113
- STANNIS PUB – @stannispub - Avenida Marechal Deodoro da Fonseca, 104, Centro – (47) 3273-6395
- CERVEJARIA KARSTEN – @cervejaria.karsten - Rodovia BR 280 – Chico de Paulo (47) 3058-3338
HARDBOP - @cervejariahdb - R. Expedicionário Antônio Carlos Ferreira, 850 - Sala 1 - Nova Brasília - 98476-1664
ROTT NORTH - @emporiohomebrew - R. João Januário Ayroso, 2485 - Jaraguá Esquerdo - 99902-5421



O líder do Núcleo, Rodrigo Boscaini de Freitas, confirma que período está sendo de desafios. Confira a entrevista:



Como está sendo este período para as cervejarias?
RODRIGO: O período de pandemia para as cervejarias está sendo um período de aprendizado, desafios, e muita inovação dos modelos de negócio. Cada cervejaria se adaptou de alguma forma para manter as contas pagas. Agora com abertura de bares, restaurantes e a permissão de eventos está trazendo uma melhora no novo normal, mas ainda não está fácil para o setor. A recuperação é lenta, e ainda depende-se muito da criatividade dos empresários para se manter ativos.



Quais as principais ações para enfrentar a crise?
RODRIGO: 
Cada cervejaria buscou seu melhor, mudando da noite pro dia seus modelos de negócio, com entrega dos growlers descartáveis, promoções de vendas de garrafas, clubes de assinaturas, apps para vendas direta ao consumidor final, entre outras.



Qual o pior momento vivido neste período de pandemia?
RODRIGO:
 O que mais afetou as cervejarias foi o fechamento de eventos, fechamento completo no início da pandemia de bares e restaurantes, e os recentes fechamentos parciais com limitação de horário de consumo e venda de bebidas. As cervejarias da cidade dependem, na sua maioria, da venda da bebida na região, que vem principalmente do consumo nos bares, restaurantes e em eventos, como casamentos, aniversários, festas de empresas, etc.



Quais as expectativas para o setor quando a pandemia permitir o retorno das atividades?
RODRIGO:
 O setor só tende a crescer, gerar empregos diretos indiretos e renda para cidade. As atividades estão voltando aos poucos, e com isso já surgiram novas contratações, novos investimentos, novos produtos e novos modelos de negócio.



Qual a importância do Selo para o setor?
RODRIGO:
 O selo é um primeiro passo para o reconhecimento do que temos em casa. As cervejarias daqui recebem prêmios mundo a fora, mas continuamos vendo preferências por marcas de fora em bares e restaurantes. Esperamos que novas ações, junto na promoção do selo, ajude o setor a ter o reconhecimento que merece.

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