Alterações de cicatrização

Por: Estética - Por Dr. Rodrigo Agacy e Dra. Ana Paula Passini
Foto: Divulgação
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Todo corte sofrido por nossa pele resulta em uma cicatriz, que nada mais é que o mecanismo que dispomos para fechar o corte. O processo de cicatrização é individual e multifatorial, dependendo desde a localização da ferida e características do corte até as características genéticas do indivíduo.

O tempo para que uma cicatriz seja considerada madura é de dois anos. Após o evento que gerou o corte, o organismo inicia um período de grande atividade cicatricial que dura em torno de seis meses, tendo o terceiro mês como o pico de atividade. Nesses seis primeiros meses a cicatriz fica mais avermelhada e por vezes mais espessa. Após esse período inicial, a atividade vai diminuindo e começa a clarear. Cabe frisar que durante esse tempo a proteção solar se faz necessária, pois os raios UV tendem a fixar a coloração e, consequentemente, a cicatriz não clareia como deveria.

Durante o acompanhamento pós-operatório podemos identificar alterações da cicatrização. Ela pode ficar mais espessa, com coloração avermelhada e, algumas vezes, vir acompanhada de coceira. Essa alteração é chamada de queloide. O queloide exige tratamento e ele pode ser feito através de infiltração de corticoide no interior da cicatriz, compressão com placa de silicone cirurgia, laser ou radioterapia. Geralmente é feita uma combinação de tratamentos. Como regra geral, pessoas de pele clara tem menos probabilidade de evoluir com essa alteração do que orientais e negros.

Outra alteração é o alargamento da cicatriz, que pode ser decorrente de movimentação excessiva da região afetada ou tensão da pele no local da ferida. Essa alteração é mais comum em pacientes de pele clara e o tratamento é cirurgia e nova sutura da cicatriz.

As cicatrizes que apresentam largura de poucos milímetros e coloração próxima à da pele ao seu redor são consideradas normais. Cicatrizes deprimidas, altas (hipertróficas ou quelóideanas) e alargadas tem indicação de correção.

Essas alterações de cicatrização são inerentes do indivíduo e geralmente não podem ser detectadas no pré-operatório, portanto devemos estar atentos para história prévia de alteração cicatricial e iniciar o tratamento assim que tal alteração seja detectada.

A cicatrização é um processo complexo e cheio de peculiaridades dependentes da natureza de cada um. Alterações mais ou menos aparentes continuam a ocorrer mesmo após meses da realização do procedimento. Uma cicatriz final de boa qualidade é resultado de adequada técnica cirúrgica somada a fatores orgânicos próprios de cada paciente, além do devido manejo pós-operatório.

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