A saúde em Jaraguá do Sul hoje

Por: Revista Nossa Foto: Divulgação
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Pedimos ao Dr. Vicente Caropreso para traçar um perfil da saúde em Jaraguá do Sul. Ele vem atuando na área há décadas e respondeu aos questionamentos da Revista Nossa nesta entrevista.

 

Revista Nossa: Dr. Vicente, como o senhor vê o atual estágio dos serviços de saúde de Jaraguá do Sul?

Vicente Caropreso: Comecei a praticar a medicina em Jaraguá do Sul em 1984. Não há comparação entre o que havia na época com o que temos hoje. Para dar uma ideia, só em 1984 foi inaugurado o primeiro posto de saúde do município, na Vila Lenzi. Jaraguá não tinha Secretaria de Saúde – ela foi criada em 1989 – e no setor privado apenas em 1990 inaugurou a primeira UTI, no Hospital São José. Até então, os pacientes graves tinham de ser transportados para Joinville ou Blumenau, o que só agravava seu estado. Hoje temos UTIs nos dois hospitais, UTI infantil, clínicas particulares, o município dispõe de 28 UBS, PAMAs, centros de especialidades, atendimento odontológico, laboratórios, farmácias, centro de atenção à mulher, centros de atendimento psicossocial, entre outros. Hoje temos medicina de ponta em Jaraguá do Sul.

 

RN: Quando o senhor atribui que ocorreu o ponto de virada?

Vicente: É difícil definir o momento da virada, mas sem dúvida a criação do Piso de Atenção Básica, na gestão FHC, em 1997, ajudou muito. Tecnicamente, em Jaraguá do Sul nós demos o primeiro passo antes disso. A participação dos empresários e da comunidade é um fato incontestável e foi com esse apoio que fundamos o primeiro centro de diagnóstico por imagem em 1994, no Hospital e Maternidade Jaraguá. Eu tenho orgulho de haver participado disso. O surgimento do Centro de Imagem proporcionou a vinda de muitos especialistas para a cidade, trazendo um salto de qualidade na saúde do município.

 

RN: Além de médico, sua atuação como político influenciou de que maneira esse cenário?

Vicente: Acredito que de maneira positiva. Entre 1999 e 2002, quando fui deputado federal, e desde 2015 como deputado estadual, pude direcionar cerca de R$ 67* milhões aos hospitais para reformas, aquisição de equipamentos e apoio financeiro para cobrir dívidas e custeio dos serviços. Além da habilitação do Pronto Socorro Infantil do HMJ junto ao Ministério da Saúde, que trouxe um repasse de R$ 2,4 milhões/ano. Também conseguimos duplicar o repasse mensal do Estado aos hospitais em 2021. Nesse mesmo período direcionamos cerca de R$ 10* milhões para o município: para a construção do Centro Vida, a informatização da saúde, equipar e reformar postos de saúde, adquirir veículo, para a construção da UBS do João Pessoa e para saneamento básico. O médico ajuda apenas um paciente por vez, já o político pode ajudar muitas pessoas com cada ação. É isso que me faz estar político. Para ser interlocutor por mais consultas especializadas, mais cirurgias eletivas, mais exames de alta complexidade e mais verbas mensais para os hospitais. Eu renovo meu juramento de médico com muito vigor estando na política. Um abraço aos leitores e vamos em frente!

 

(*) – Valores atualizados.

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