Um breve balanço de 2016 para o setor vinícola

Por: Guilherme Grando

1 min para ler 11 jan, 17

Ao final de mais um ano, sempre nos questionam como foi o setor neste período. Em 2016, então, mais do que nunca, afinal foi um ano extremamente atípico. Há tempos não se falava tão frequentemente em crise, por mais que os últimos anos tenham sido a base de todo o problema nacional que vivenciamos hoje.

Ocorre que as dificuldades apresentadas aos setores produtivos neste ano foram muito mais relacionadas ao clima político do que à economia em si. Talvez exatamente por isso que os primeiros meses do ano, geralmente os piores para a venda de vinhos, apresentaram forte crescimento, enquanto os demais tiveram queda ou dificuldade em manter resultados iguais aos de mesmo período em anos anteriores. O clima de insegurança jurídica, Impeachment e Lava Jato fizeram com que as pessoas deixassem de gastar por medo do futuro.

Mesmo assim, após a entrada do novo presidente tivemos um salto positivo para a economia do setor. Além de uma injeção de ânimo, tivemos a aprovação do Simples Nacional, que a partir de 2018 levará a vinicultura nacional a um patamar muito mais equilibrado com a concorrência mundial no que tange aos impostos. Frisamos aqui os impostos porque o custo Brasil continuará sendo um problema de longo prazo.

Independente de tudo isso estamos entrando em um novo período, uma nova esperança baseada em um ano em que, por mais que a corrupção e suas delações premiadas prometam balançar o país, devemos focar no setor privado que realiza, pois se ficarmos esperando que a política resolva tudo, enfrentaremos muitos anos de recesso.