Udo Wagner avalia período em que comandou a prefeitura

O vice-prefeito enxerga boas perspectivas para Jaraguá do Sul

3 min para ler 15 set, 17

“Apenas cumpri o meu papel constitucional assumindo o cargo de prefeito e me senti muito bem desempenhando a função. Sinto-me preparado e, do contrário, sequer teria me candidatado a vice na chapa”. A frase sintetiza bem as três semanas em que Udo Wagner ocupou o cargo mais alto na administração municipal enquanto Antídio Lunelli gozava de licença não remunerada prevista em Lei. Com experiência na vida pública, tendo atuado em secretarias e como deputado estadual durante oito anos, o empresário hoje está à frente da Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Turismo e é responsável pelo setor de projetos da prefeitura de Jaraguá do Sul. “Acompanho tudo de perto desde que a equipe de transição de governo foi montada e assumir os compromissos do prefeito interinamente foi bastante tranquilo”, reforça.

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É claro que a cobrança por parte da população existe, mas Udo aprendeu a navegar no meio político e define o trabalho como a arte de ouvir e conciliar. Segundo ele, uma das marcas dessa administração é a legalidade e moralidade dos atos. “É preciso paciência para ouvir as pessoas e para explicar o que é possível ou não fazer por elas. Esse retorno a toda e qualquer demanda é muito importante também”, frisa, sempre com muita diplomacia. A transparência no trato com o contribuinte é apenas uma das atitudes que formam a figura política de Udo Wagner, que não se abala com a imagem arranhada de boa parte dos gestores públicos brasileiros. “Nós impomos nossos próprios limites através de nossas atitudes. Se não dermos abertura, certamente não precisaremos nos preocupar com propostas e assédios que nos desvirtuem da função”, ensina.

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Com uma história de sucesso construída em sua empresa e frente à SCAR, ele não tem muito com que se preocupar com a opinião pública e usa o seu tempo para pensar projetos que desenvolvam a cidade e deem uma nova cara para Jaraguá do Sul. Reconhecendo que o quadro político é lamentável, sobrou ir em busca de outras alternativas para conseguir recursos. Udo salienta que a gestão pública estadual e federal estão falidas e a solução, conforme ele indica, está em financiamentos a longo prazo pelo Banco de Desenvolvimento da América Latina (CAF), que libera o valor necessário para as obras oferecendo três anos de carência para começar a pagar e 15 anos para saldar o total da dívida. “Hoje a receita da prefeitura cobre apenas a folha de pagamento e as despesas do dia a dia e não há previsão de recursos estaduais ou federais sequer para 2018. Com esse financiamento a expectativa é iniciar as obras dentro de um ano”, salienta.

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Dentro do pacote está o conserto do asfalto em diversos quilômetros de malha viária, a pavimentação de outras ruas, 17 quilômetros de ciclovia ligando a Zanotti ao Bairro Nereu Ramos e a revitalização do centro da cidade. Udo quer aplicar a mesma ideia dos grafites que embelezam a SCAR em alguns pontos da cidade para pôr fim ao aspecto cinzento que os espaços foram ganhando com o passar do tempo. Fora isso, é possível que duas novas pontes saiam do papel para melhorar o tráfego. Ele não adianta onde seriam esses novos acessos, mas garante que todos os projetos são frutos de estudos técnicos e não da vontade da equipe de governo.

Outra boa notícia é que Jaraguá do Sul deve ganhar três novos parques. Um nos fundos da SCAR, outro na Via Verde e o último nas proximidades da área universitária, onde hoje está instalada a Católica. Aquele inclusive é um ponto que tem merecido muita atenção. Além da área de lazer, ainda sem data para início das obras, em breve deve receber o centro de inovação tecnológica – previsto para inaugurar em março do ano que vem – e o curso de medicina, cujas aulas têm início previsto para fevereiro de 2018 e serão operadas pela Estácio de Sá. “Queremos mudar o perfil econômico da cidade, hoje baseado na indústria metal mecânica e têxtil, para investir em tecnologia, ponto em que outros municípios já estão bem adiantados”, destaca.

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Confiante na recuperação econômica do país a partir do próximo ano, ele enxerga boas perspectivas para Jaraguá do Sul, com a instalação de novas empresas, ampliações de outras que já operam aqui e a geração de centenas de postos de trabalho. Ele garante que, aos poucos, a administração “colocará o trem nos trilhos”. As contas já estão equilibradas, o sistema de informática tem sido renovado para funcionar como um agente facilitador para os munícipes e as dificuldades estão sendo enfrentadas e vencidas através do trabalho. “Conquistamos as eleições sem prometer obra alguma e meu principal objetivo é agradecer essa confiança deixando um legado permanente para a cidade”, encerra.