Tecnologia e infância combinam? Conheça os cuidados e benefícios

Confira o especial de Dia das Crianças da Revista Nossa

5 min para ler 11 out, 18
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A realidade virtual vem progressivamente confundindo seus limites com o mundo real no cotidiano de crianças e adolescentes. Antigamente, a definição de ser criança era achar que o mundo era feito de fantasias. Era comer algodão doce e se lambuzar. Era acreditar num mundo “cheio de pipocas”. Simplesmente olhar e não ver o perigo. Era sorrir e fazer sorrir. Chorar sem saber porquê. Ser criança era isso e muito mais. Mas não podemos achar que tudo mudou. Ser criança ainda é nos ensinar que a vida, apesar de difícil, pode tornar-se fácil com um simples sorriso. É nos ensinar que criança só quer carinho e afeto. É nos ensinar que, para sermos felizes, basta apenas olharmos para uma criança. Hoje em dia, com a quantidade de informações e tecnologia que contamos ao nosso redor, é difícil notar, mas os pequenos já nascem imersos no meio digital. Basta lembrar que uma das primeiras providências dos pais ao terem um bebê é postar suas fotos nas redes sociais.

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Não à toa, essa é a chamada geração digital! É natural que, com a presença marcante das tecnologias, as crianças sejam capazes de manejar e usufruir cada vez mais cedo de smartphones e tablets. Mas o uso precoce da tecnologia é benéfico ou prejudicial? É preciso lembrar que crianças pequenas aprendem por meio da interação com pessoas e coisas; logo, elas precisam ter uma gama de estímulos que requeiram o uso de todas as competências envolvidas. As capacidades motoras, as interações verbais, o tato, a visão, o paladar e o olfato devem estar integrados nas experiências com seu ambiente. Estas, aliadas à socialização, são fundamentais para um crescimento saudável. Para uma criança pequena, convívio social, com brincadeiras criativas e atividades manuais, é o cerne do aprendizado. Brincando, ela aprende acerca das coisas e das pessoas, bem como sobre ela mesma, na medida em que vai se surpreendendo com suas habilidades.

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Cabe aos pais selecionarem os apps e monitorarem o tempo de uso de qualquer dispositivo eletrônico. Nessa fase, não mais do que 60 minutos por dia, até porque o tempo de atenção e concentração delas a qualquer atividade é bem mais curto que os do adulto. Não vale abusar da curiosidade natural da criança e deixá-la brincando indefinidamente com os dispositivos, com a ideia de que assim ela ficará quietinha e não incomodará os mais velhos, quando estes estão conversando ou querem jantar sossegados, por exemplo. Lembrem-se: os adultos são os modelos das crianças para apreender como as coisas funcionam. É preciso reservar parte do tempo para as brincadeiras “corpo a corpo” com a criança. São elas que ajudam a fortalecer a autoestima, a criar o sistema de valores, a tranquilizar e a dar segurança.

Com a reflexão da tecnologia dentro do mundo das crianças, a Revista Nossa fez uma pequena enquete com pequenos que já possuem essa novidade dentro de suas vidas, e eles responderam com muita sinceridade, e é claro, sem nenhum filtro! Confira:

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Liz Mafei só tem 7 aninhos, cheia de charme e carisma, já é expert na plataforma digital
“Eu amo assistir videozinhos no Youtube, eles são ótimos para passar o tempo. Na verdade, eu já tenho celular, a minha vovó me presenteou com um. Comecei a mexer já novinha, minha mãe disse que com 1 ano eu já mexia no Ipad dela. Quando me deram um celular, fiquei muito alegre. Uma youtuber que eu adoro é a Rê Andrade, ela mora em Paris e faz vídeos muito legais por lá, mostrando a vida dela e se divertindo na piscina. Gosto também de ver o canal Hoje é dia de Marias. Mas olha, eu não assisto só vídeo não! Eu jogo Sonic e Rei da Matemática, porque a mamãe disse que eu também preciso estudar né? Não posso mexer toda hora no meu celular, só quando ela deixa”.

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Joaquim Gonçalves tem 6 aninhos e já sonha em ser um youtuber super famoso!
“Eu mexo muito no celular do papai, mas só quando ele deixa. Gosto muito dos joguinhos de luta que eu baixei! Sabia que eu também faço vídeos para o Youtube? Eu falo sobre as figurinhas da copa e muito futebol. Adoro quando me gravam. As vezes eu também gravo vídeos falando de outras coisas e tocando música. Para o dia das crianças eu quero ganhar legos de ninjas. Para eu brincar de lutar com eles. Eu amo brinquedos então vou esperar uma surpresa!”.

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Miguel Scheuer, 6 anos, ama jogar videogame com o irmão e se divertir na esfera virtual
Gosto muito de mexer no celular, assistir alguns vídeos no Youtube. Vejo vídeos de carrinhos e sempre me divirto. Também uso para jogar alguns joguinhos de carros e outros de aventuras. Com 3 anos eu já estava brincando no celular da minha mãe e adorando! No videogame eu jogo muito Minecraft, um jogo de construir bloquinhos. Para os dias das crianças, eu espero ganhar um avião de controle remoto para me divertir e voar com os meus amigos da escola”.

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Miguel Noernberg Ronchi, tem 7 anos, ama viajar e já é uma fera no mundo dos jogos
“Uso muito o meu celular em casa! Gosto de assistir youtubers e claro jogar muitos jogos. O joguinho que eu estou jogando agora é muito divertido: tenho que construir o jardim de casas e ganhar muitas estrelas. Já estou no nível 60! Estou indo bem, não é? Mas não uso só para esse tipo de coisa não. Também gosto de ligar para o vovô e a vovó e conversamos bastante. Posso falar outra coisa super divertida? No dia das crianças vou fazer uma viagem muito legal. Vai ser para o nordeste, curtir o sol. Essa viagem já vai valer por qualquer presente de dia das crianças”.

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Theo Scheuer, 6 anos, ama fazer amigos e  não perde um vídeo do  youtuber favorito
“Eu gosto muito de assistir filmes, seja pelo computador ou pelo celular. Sou fã do Luccas Neto, vejo ele no Youtube. Adoro ver os desenhos de Lego, como Os Incríveis e Heroes I e II. Jogo no celular alguns joguinhos de luta para derrotar as pessoas malvadas e fazer o bem vencer, é muito legal! Meu irmão mais velho me ensinou. Junto com meu irmão aprendi a mexer logo cedo no videogame… Mas minha mãe não me deixa usar todo dia. Só final de semana, que coisa né? Mas eu entendo que preciso estudar também e prestar atenção na escola”.

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Arthur de Matos Dallamico, 7 anos, é outra figurinha que ama estar mexendo no celular 
“Eu já mexo com videogames desde os 2 anos! Tenho um tablet e quando ele fica sem bateria pego o celular da mamãe. Gosto de jogar bastante quando é de corrida e sempre vencer, também vivo jogando uns joguinhos de aventura e de passar algumas fases. Não posso mexer todos os dias, mas eu adoro! No dia das crianças quero ir para o Beto Carrero World. Lá é muito legal e eu adoro passear por lá!”.

Lembrem-se: os adultos são os modelos das crianças para apreender
como as coisas funcionam. É preciso reservar parte do tempo para as
brincadeiras “corpo a corpo” com a criança.
A Revista Nossa deseja um feliz dia das crianças para todos!