Rainha de bateria lamenta ausência do carnaval de rua em Jaraguá do Sul

A beldade não esconde o amor pela festa que já foi uma tradição no município

2 min para ler 8 fev, 18
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Com um sorriso no rosto, muito samba no pé e sempre desfilando entre as principais celebrações do Carnaval jaraguaense, a beldade não deixa de admitir o amor pela música brasileira, junto com os desfiles exuberantes e coloridos. Em conversa exclusiva com a Revista Nossa, Daiane Raquel Rita, de 33 anos, duas vezes rainha da bateria da escola de samba ‘Em Cima da Hora’, campeã jaraguaense em 2016, comentou do seu reinado e sobre a sua forma explosiva de dançar.  A personalidade não esconde o  amor pela festa que já foi uma tradição no município.

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Daiane Raquel Rita destaca que uma de suas maiores paixões é o Carnaval.
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Formada em pedagogia e design de moda, Daiane surpreende as pessoas que a encontram no dia a dia com seu carisma e bom humor. Muitos não conhecem o seu lado como rainha de bateria e ficam surpresos quando sua história no carnaval de rua é revelada.”Eu amo estar no centro dos holofotes, trazendo felicidade para as pessoas. Com certeza sambar é algo que levo para minha vida. Quando estou na avenida, é inevitável que sorriso venha acompanhado. Gosto de ver todas as pessoas se entregando para o ritmo da música, valorizando nossa cultura. Na minha opinião, a dança liberta tudo que há de ruim na alma.  A soma da alegria, parceria e o amor pelo carnaval gera um ótimo conteúdo, algo mais do que especial”, comenta. 

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“Não tenho tempo pra mais nada, ser feliz me consome muito”, afirma Daiane.

Observando a situação atual do Carnaval em Jaraguá do Sul, que já se encontra em pausa por dois anos, Daiane se revela extremamente insatisfeita, e não concorda com as decisões tomadas pelos órgãos públicos do município. “É lamentável, principalmente do ano passado pra cá a desvalorização ficou absurda. Na cultura açoriana e católica, para quem conhece, o Carnaval é muito forte, mas como aqui a cultura predominante é de muito empresariado e de confissão luterana, o Carnaval perde a força. Em todo o mundo o carnaval acontece, em algumas cidades gera emprego em boa parte do ano, tem até feriado e é uma pena nós não tirarmos um bom proveito também. Aliás, nós no Brasil temos histórico em não saber aproveitar nossos dons, como o carnaval, turismo e outros costumes”, confessa a rainha de bateria.

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Daiane argumenta que as pessoas não possuem conhecimento do Carnaval, e muitos acreditam que é apenas uma festança que gera descasos, como uma farra, o que a sambista afirma não ser verdade. ” O que me preocupa é a falta de conhecimento sobre essa época, Carnaval é cultura sim, é história, e me entristece saber que muitos julgam sem compreender, ou melhor, sem procurar ao menos conhecer essa história e desmerecer por motivos que não consigo compreender. Com ou sem carnaval, ainda faltará verbas para a saúde, para educação, o problema está muito além disso, assimilar a falta de muitas coisas com o carnaval não é justificável para punir quem gosta de celebrar.

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A rainha de bateria, que recentemente deu à luz a sua primeira filha, destaca que quer ver a sua pequena curtindo o Carnaval, contando com essa festividade durante toda a sua vida. “Vou continuar a luta pela sobrevivência da cultura carnavalesca em Jaraguá do Sul, para que minha filha possa desfrutar desses momentos e não deixar a cultura ser  esquecida. Temos muitas festas típicas celebradas na cidade e sempre muito comentadas e incentivadas, abrir espaço para as demais é muito importante também, afinal todos temos direitos de nos divertir da forma que achamos melhor. O Carnaval me encanta. A bateria é o que faz explodir meu coração de emoção, é ela que dá vida, sustentação ao grupo, estar junto da escola do meu coração, a Em Cima da Hora, é algo que quero ter comigo para sempre”, encerra.