O meio ambiente no desenvolvimento econômico

Porque investir na proteção de áreas naturais garante a sobrevivência econômica

1 min para ler 19 jun, 17

Durante muito tempo, a preservação ambiental e o desenvolvimento econômico atuavam em campos opostos. A revolução das máquinas nas indústrias trouxe crescimento para a economia global, mas levou muitos prejuízos ao meio ambiente. Até o fim do século passado, o crescimento industrial exigia, muitas vezes, a exploração das riquezas naturais sem qualquer controle.

Nos últimos 30 anos, várias conferências foram organizadas buscando encontrar soluções mais adequadas para um desenvolvimento industrial sustentável, com o uso de recursos naturais feitos de modo planejado. Aliás, o conceito de desenvolvimento sustentável passou a ser um tema mundial somente após o relatório de Brundtland, em 1987. Posteriormente, na Eco-92, realizada no Rio de Janeiro, o assunto tomou mais força, até chegarmos ao Protocolo de Quioto, criado em 1997, definindo metas de redução de emissões.

Hoje, sabemos que investir na proteção e recuperação de áreas naturais é a única saída para garantir a sobrevivência das atividades econômicas. Para ser alcançado, o desenvolvimento sustentável depende de planejamento e do reconhecimento de que os recursos naturais são finitos. Este é um compromisso que assumimos em Santa Catarina. Desde que entramos na Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico Sustentável, há pouco mais de dois anos, estamos equilibrando os programas para o crescimento das empresas e indústrias com os projetos para preservação do meio ambiente.

Somente em 2016, investimos mais de R$ 10 milhões em diversas ações, como a construção do Plano Estadual de Resíduos Sólidos (PERS/SC), o Plano Estadual de Recursos Hídricos (PERH/SC), os Planos das Bacias Hidrográficas dos Rios Itapocu, das Antas, Tijucas, Biguaçu, Cubatão e da Madre. Podemos citar, ainda, diversas dragagens de rios, a construção do molhe em Barra Velha e a manutenção das barragens de Taió, Ituporanga e José Boiteux.
Firmamos convênio com a Agência Nacional de Águas (ANA) para estudos socioambientais e ampliação dos programas de Pagamento por Serviços Ambientais (PSA) no Estado. Trabalhamos no projeto Inventário Florístico Florestal de Santa Catarina (IFFSC) para monitoramento sobre os recursos nos remanescentes florestais e demos apoio para os parques estaduais, como o da Serra do Tabuleiro e o das Araucárias.

Que neste dia 5 de junho, data em que celebramos o Dia do Meio Ambiente, possamos ter ainda mais consciência e ampliar nossas ações. Porque o nosso trabalho não para e sabemos que ele não pode parar. Afinal, quem preserva tem futuro e é isso que queremos: um Estado que tenha qualidade de vida e que una o crescimento econômico com a proteção das nossas riquezas naturais.

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Carlos Chiodini
Secretário de Desenvolvimento Sustentável