O clássico nunca sai de moda

Valsa está presente em todos os níveis musicais

1 min para ler 24 set, 17

Valsa (do alemão Walzer), embora conhecida desde o século XV, quando surgiu na Alemanha, só seria aprovada na Europa no início do século XIX, quando se expandiu como uma das danças de salão mais apreciadas no mundo ocidental. Foi por essa época (1808) que a família real portuguesa a trouxe para o Brasil. Gênero ternário, ou então binário composto (embora muitas vezes, para facilitar a leitura, seja escrita em compasso ternário) o primeiro a ser dançado por pares enlaçados, a valsa adquiriu formas distintas ao adaptar-se ao gosto dos países que a importaram. Assim aconteceu no Brasil, onde está presente em todos os níveis musicais, do folclórico ao erudito, destacando-se principalmente no popular.

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VALSA NO BRASIL
A mais antiga notícia que se tem de valsas brasileiras se encontra no diário de Sigismund Neukomm, músico austríaco que viveu no Rio de Janeiro entre 1816 e 1821. Lá, entre os dias seis e 16 de novembro de 1816, está registrada a realização de uma fantasia sobre uma pequena valsa e os arranjos para orquestra, com trios, de outras seis compostas por S.A.R., o príncipe Dom Pedro. Pertenceria assim à Sua Alteza Real, o então jovem príncipe, depois Imperador Pedro I, a primazia da autoria de valsas no Brasil. Como já citado acima, a valsa chegou ao Brasil com a transferência da corte portuguesa ao país. A música foi apresentada em salões onde a elite do Rio de Janeiro dançava. Depois chegou outro gênero musical, a polca, em 1845. Ao longo da segunda metade do século XIX a valsa continuou a ter grande aceitação e foi, nas palavras do estudioso José Ramos Tinhorão, “um dos únicos espaços públicos de aproximação que a época oferecia a namorados e amantes “.

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Entre os músicos brasileiros que fizeram obras neste gênero estão os compositores Villa Lobos, Carlos Gomes e Ernesto Nazaré, Chiquinha Gonzaga, Zequinha de Abreu, Pixinguinha, Tom Jobim e Chico Buarque. Além disso, a música sertaneja e a música regionalista tradicionalista assumiram esse ritmo em suas canções. Seus representantes mais conhecidos são: Zé Fortuna & Pitangueira e Zé Corrêa.