O barato sai caro

Nossa região não aprendeu a consumir cultura e a pagar por ela

1 min para ler 23 jul, 17

Quem nunca ouviu as expressões “nem tudo que reluz é ouro”, “nem tudo que balança cai” ou ainda o “barato sai caro”, usadas para dizer que se economiza de um lado, mas perde de outro? Nos tempos de hoje, com as crises, é ainda mais comum a busca pela economia, pagar menos ou mesmo não pagar absolutamente nada pelo produto desejado. Na área cultural não é diferente e não é por falta de produtos artísticos de qualidade ou de profissionais qualificados e que buscam estar em constante aprendizado. Nossa região não aprendeu a consumir cultura e a pagar por ela como qualquer produto ofertado no mercado e cabe a todos os artistas e à população mudarem esta visão. A desvalorização da arte ou do profissional envolvido muitas vezes parte de atitudes deles mesmos, quer seja por não cobrar valor justo pelo seu trabalho ou entender que a arte é um hobby que ele pratica em seu tempo de ociosidade.

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Então fica a pergunta: profissional ou amador? Poderia neste momento citar vários artistas em nossa cidade que vivem dignamente do seu trabalho cultural, que vai muito além de aulas ou apresentações em palcos, mas são referências como produtores e gestores de eventos e participam ou estão envolvidos em conselhos culturais e manifestações em prol a classe, a grande maioria com graduação e pós-graduação na área em que atuam. E muitos investem em suas formações, seja aqui ou no exterior, as quais oneram tempo e dinheiro, além de muito estudo e dedicação.

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Do autor: sempre procurei realizar projetos para que a população tivesse livre acesso aos produtos culturais nesta cidade, mas quero deixar bem claro a todos os leitores desta coluna que na verdade sempre foi um investimento da própria população, através dos seus impostos devidamente pagos aos órgãos públicos e que foram destinados a um fundo específico regido por leis transparentes e democráticas. E esta é sim uma forma de garantir acesso gratuito à população, valorizando o profissional que a executa.

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Omar Forte
Professor de Educação Física
Omar Forte CREF 9651-SC
Especialista em Gerontologia/Mestrando Ciência do Movimento Humano, Professor de Dança e Dançarino da Escola Dançar A2, Personal Trainer Grupos Especiais