Se vivemos a era do compartilhamento, porque não compartilharmos vidas também?

Junho vermelho

4 min para ler 21 jun, 18

A fria estação do ano nos desafia a sermos ‘quentes’. Todavia, inconscientemente, mantemos a vida pulsando sem nos darmos conta de que só o ‘milagre do sangue’ nos proporciona isso. Dados históricos apontam que a escassez desse poderoso e complexo fluido, se acentua em épocas de inverno e finais de ano. Por isso, um dos propósitos da campanha Hemosc “junho vermelho, um mês que vale por muitas vidas”, é minimizar essa sazonal carência. Quem não conhece uma história envolvendo alguém que tenha se beneficiado desse ato solidário que, em essência, nos faz humanos? Embora a doação de sangue em nosso país seja 100% voluntária, ela é praticada por apenas 1,8% a 2,0% da população, de acordo com estatísticas oficiais. Índice pífio se considerarmos que a OMS – Organização Mundial da Saúde recomenda que 3,5% a 5% dos habitantes de um país doe sangue.

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Como forma de expandir esse índice, em 2013 o nosso Ministério da Saúde reduziu a idade mínima de 18 para 16 anos. A máxima, de 60 para 69 anos, desde que a primeira doação tenha sido antes dos 60 anos. Ou seja, o governo expandiu “quantitativamente” a base amostral de doadores, porém, não garantirá expansão proporcional na dimensão “qualitativa”. As razões, a meu ver, estão relacionadas a dois determinantes fatores inibidores do ato da doação, quais sejam: i) a falta de informação da população, conjugada com ii) a falta de conscientização. Lamentavelmente, a falta de informação alimenta crenças totalmente descabidas, quando não patéticas. Vejamos alguns exemplos corriqueiros: ‘não doo sangue porque correrei risco de contaminação’; ‘se eu doar, terei que doar sempre’; ‘meu organismo não recuperará a quantidade doada’; ‘se eu doar, meu sangue poderá afinar ou engrossar’; ‘a doação fará com que eu emagreça’; fará com que eu engorde’. Já, a falta de conscientização, por sua vez, está intimamente relacionada à atitude, refletindo-se em posturas e iniciativas indecorosas como: ‘vou doar para me certificar se não contraí alguma doença’; ‘vou doar para obter um dia de licença remunerada em meu trabalho’; ‘vou doar como opção de horas complementares do meu currículo escolar’; e, talvez a mais irônica, ‘não vou doar porque dói, tenho medo’. Há que se extirpar tais crendices e atitudes levianas por parte dos que seriam potenciais doadores. Hematologistas estimam que cada doador pode salvar até quatro vidas. Nessa perspectiva, o ato para ser legítimo, deverá estar imbuído de caráter altruísta, voluntário, solidário e cívico. Em essência, são esses os vitais elementos que deverão compor o sangue de um doador. E em sua consciência, a convicção de que, “quem salva uma vida, salva o mundo inteiro” (Talmud). Se vivemos a era do compartilhamento, porque não compartilharmos vidas também? Ligue Hemocentro Jaraguá: 3055.0454. Doar sangue ‘é para quem tem sangue nas veias’.A fria estação do ano nos desafia a sermos ‘quentes’. Todavia, inconscientemente, mantemos a vida pulsando sem nos darmos conta de que só o ‘milagre do sangue’ nos proporciona isso. Dados históricos apontam que a escassez desse poderoso e complexo fluido, se acentua em épocas de inverno e finais de ano. Por isso, um dos propósitos da campanha Hemosc “junho vermelho, um mês que vale por muitas vidas”, é minimizar essa sazonal carência. Quem não conhece uma história envolvendo alguém que tenha se beneficiado desse ato solidário que, em essência, nos faz humanos?

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Embora a doação de sangue em nosso país seja 100% voluntária, ela é praticada por apenas 1,8% a 2,0% da população, de acordo com estatísticas oficiais. Índice pífio se considerarmos que a OMS – Organização Mundial da Saúde recomenda que 3,5% a 5% dos habitantes de um país doe sangue.

Como forma de expandir esse índice, em 2013 o nosso Ministério da Saúde reduziu a idade mínima de 18 para 16 anos. A máxima, de 60 para 69 anos, desde que a primeira doação tenha sido antes dos 60 anos. Ou seja, o governo expandiu “quantitativamente” a base amostral de doadores, porém, não garantirá expansão proporcional na dimensão “qualitativa”. As razões, a meu ver, estão relacionadas a dois determinantes fatores inibidores do ato da doação, quais sejam: i) a falta de informação da população, conjugada com ii) a falta de conscientização. Lamentavelmente, a falta de informação alimenta crenças totalmente descabidas, quando não patéticas. Vejamos alguns exemplos corriqueiros: ‘não doo sangue porque correrei risco de contaminação’; ‘se eu doar, terei que doar sempre’; ‘meu organismo não recuperará a quantidade doada’; ‘se eu doar, meu sangue poderá afinar ou engrossar’; ‘a doação fará com que eu emagreça’; fará com que eu engorde’. Já, a falta de conscientização, por sua vez, está intimamente relacionada à atitude, refletindo-se em posturas e iniciativas indecorosas como: ‘vou doar para me certificar se não contraí alguma doença’; ‘vou doar para obter um dia de licença remunerada em meu trabalho’; ‘vou doar como opção de horas complementares do meu currículo escolar’; e, talvez a mais irônica, ‘não vou doar porque dói, tenho medo’.

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Há que se extirpar tais crendices e atitudes levianas por parte dos que seriam potenciais doadores. Hematologistas estimam que cada doador pode salvar até quatro vidas. Nessa perspectiva, o ato para ser legítimo, deverá estar imbuído de caráter altruísta, voluntário, solidário e cívico. Em essência, são esses os vitais elementos que deverão compor o sangue de um doador. E em sua consciência, a convicção de que, “quem salva uma vida, salva o mundo inteiro” (Talmud). Se vivemos a era do compartilhamento, porque não compartilharmos vidas também? Ligue Hemocentro Jaraguá: 3055.0454. Doar sangue ‘é para quem tem sangue nas veias’.

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Nelson Luiz Pereira