Leishmaniose: seu cachorro pode estar infectado sem você saber

Especialistas acendem o alerta e dão dicas de como identificar e tratar a doença

1 min para ler 11 out, 17

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Vamos voltar no tempo e resgatar da memória as aulas de ciências – mais especificamente, as aulas sobre doenças transmitidas por insetos. Se sua memória for boa, você provavelmente pensou na doença de Chagas, malária, toxoplasmose ou giardíase, alguns dos principais males provocados por esses seres minúsculos e inconvenientes. E a leishmaniose? Passou pela sua cabeça? A doença pode atingir tanto animais quanto seres humanos e é provocada pela picada do mosquito infectado. A forma mais grave da doença, a leishmaniose visceral, é considerada a segunda doença parasitária que mais mata no mundo. Países tropicais como o Brasil estão mais sujeitos a apresentar casos da doença, já que o clima quente colabora para a proliferação de mosquitos durante o ano todo. A transmissão só acontece após o mosquito-palha picar um reservatório da doença, ou seja, alguém que está infectado pelo protozoário.

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Dentro do mosquito esse parasita amadurece e é transmitidos após a picada em seres saudáveis, que podem ser cães, gatos e humanos. O simples contato com pessoas ou animais infectados não provoca a transmissão. O tempo de incubação da doença, entre a picada e os primeiros sintomas, pode variar entre três meses e sete anos. Atitudes simples, como instalar telas em janelas e portas, evitar o acúmulo de lixo, usar repelentes específicos e colocar coleiras antiparasitárias que evitem a transmissão da leishmaniose em felinos ajudam a frear a doença.  Os primeiros sinais de transmissão da leishmaniose aparecem na pele, em forma de feridas no local da picada recobertas por crostas ou secreções purulentas. A mucosa da boca ou do nariz também pode ser afetada, gerando lesões inflamatórias e, caso não haja tratamento adequado, formação de úlceras.

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Com o tempo e a inoculação do protozoário, os parasitas começam a atacar as células de defesa e derrubam a imunidade do organismo. Com isso começam os sintomas da leishmaniose visceral, mais grave, como anemia, perda de peso, febre e fraqueza.  Os parasitas se concentram no baço, fígado e medula óssea, o que provoca o crescimento dos dois primeiros órgãos e dos gânglios linfáticos e, consequentemente, inchaço no abdômen. Os glóbulos brancos e plaquetas sofrem modificações, provocando também hemorragias e infecções bacterianas. Essa é a fase mais grave que, se não for tratada, pode ser fatal. Assim que diagnosticada, a doença passa a ser tratada com medicamentos e é importante que o paciente afetado seja mantido longe de regiões onde possa ter contato com o mosquito, como próximo à matas e rios, locais escuros e úmidos ou com proliferação de insetos.