Jaraguá do Sul tem o terceiro maior colecionador de cigarros do mundo

Colaborador da WEG coleciona embalagens de cigarros desde 1969

2 min para ler 15 ago, 18
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Entre milhares de objetos possíveis para se colecionar, o colaborador da WEG Célio Alberto Eisenhut, morador de Jaraguá do Sul, escolheu as embalagens de cigarro para seu hobby. Sem nunca ter fumado, ele guarda um acervo de mais de 72 mil itens diferentes. Há mais de dezoito anos, com o certificado do “Guinness Book”, foi se tornando conhecido no mundo dos colecionadores. O jaraguaense que coleciona embalagens desde 1969, já conquistou no passado o recorde de maior colecionador de carteiras de cigarros das Américas. Os anos se passam e o número de caixinhas aumenta de acordo com as viagens que Célio faz pelo mundo. Em 1999 e 2000, anos em que o recorde foi reconhecido no livro, o colecionador contava com mais de 43 mil exemplares. Atualmente, o amante dos cigarros reúne as marcas mais exóticas do Brasil, incluindo uma coleção de 1892. Outras raríssimas são do Império Otomano e sua antiga capital, Constantinopla, do Império Austro-húngaro, da coroação da Princesa Elizabeth II em 1953, de Tacna–Arica, Turco-Macedônia e a valiosa embalagem da Copa do Mundo de 1958, exclusiva dos jogadores e da delegação brasileira. Célio agrupa pacotes de 232 países, sendo 193 existentes no presente. No Brasil, já acumula 9620 marcas.

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O colecionador adiciona que a sua história começou em Joinville, quando um boato de que a fabricante de cigarro Souza Cruz, iria doar uma cadeira de rodas para quem reunisse 500 cartelas – ele acreditou. Célio relembra que demorou para perceber que era mentira, mas aí já era tarde! O admirador dos maços já tinha se envolvido com sua pequena coleção e queria expandi-la, transformando em seu passatempo. No começo, Célio até buscava cartelas no lixão, conhecendo pessoas de tudo quanto é canto, e fazendo novas conexões que o auxiliaram em seu hobby. “O início não foi fácil, e como eu era jovem, visitava os lixões em busca de maços como uma grande aventura. Com o tempo fui crescendo e comecei a fazer contatos. Atualmente eu consigo adquirir através de correspondências, conhecidos que viajam e trazem como presente. Reitero que aceito doações com satisfação… E eu também já comprei muitos. Comprei a maior coleção do Paraguai, com 2.300 maços só do país. Inclusive, tenho a maior coleção do mundo de marcas do Japão, com 2960 caixas, o que é muito gratificante”, relata.

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Com uma sala especialmente reformada para abrigar as embalagens em sua residência, o recordista revela que seu objetivo não é apenas ser reconhecido no “Guinness Book”, e sim fundar o Museu do Tabaco, contribuindo para o conhecimento dos apreciadores de cultura, história e arte. “É algo que você cria amor em fazer. Eu nunca fui fã do cigarro, tanto que nunca coloquei um cigarro na boca. Eu sempre achei bonitas as artes e desenhos nas carteiras de cigarro antigas. Pretendo colecionar e transformar isto em uma bela história, passando para outras gerações”, diz. De acordo com Célio, a coleção começou a crescer de forma mais rápida depois de adulto, quando resolveu organizar e catalogar todas as embalagens que tinha. Com o tempo descobriu que mais pessoas colecionavam e, inclusive, se reuniam para trocar embalagens repetidas.

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Agende uma visita ao local através do telefone e conheça a intrigante história de um dos maiores colecionadores de cigarro do mundo: (55 47) 33716596.