Degustando vinhos brancos velhos

Coluna Vinícola – Guilherme Grando

1 min para ler 26 out, 16

Muitos comentam que os bons vinhos melhoram com o tempo, enquanto os maus pioram. Mas como saber, perante a garrafa fechada, qual é qual? E o que ganhamos com esse tempo de guarda na garrafa?

É claro que para responder essas perguntas precisamos de muito tempo de aprendizado ou de alguma loja que tenha um bom sommelier para nos atender, lembrando que muitas vezes as pessoas indicam aquilo que mais gostam ou os produtos para quem trabalham. Porém, sempre que formos atrás de um produtor sério de uma região já consagrada teremos mais chances de acertar.

Os vinhos elaborados com uvas oriundas de regiões onde o clima permite uma maturação mais completa e lenta dos cachos, bem como questões de amplitude térmica e tecnologia na elaboração, além, é claro, de um enólogo com experiência e conhecimento, tendem a ser produtos que com o passar dos anos melhoram muito na garrafa. A questão de melhorar tem a ver com maciez, elegância e taninos, presentes muitas vezes, mas com menos agressividade. O corpo, álcool, acidez, tudo estará mais equilibrado e, principalmente, aromas e sabores mais complexos e encantadores que a cada taça ou com tempo de decanter deixam o vinho mais interessante e vão se mostrando diferentes a cada momento.

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Muitas vezes pensamos que apenas os tintos apresentam esta nobre característica, mas não. As boas regiões do mundo permitem que brancos se tornem fantásticos com o tempo.

Assim sendo, quando voltar a alguma adega, garimpe por brancos velhos perdidos, afinal, a maioria das pessoas os menospreza e eles sempre sobram com preços atraentes, pois são considerados “estragados”. Uma dica: deguste os vinhos brancos catarinenses antigos.