Dança de salão para o público LGBT

Como a dança pode ser uma ferramenta de debate

1 min para ler 23 jul, 18
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Neste novo artigo, venho compartilhar com vocês leitores e alunos, um panorama que para nós possa parecer algo novo, mais que a muito tempo vem crescendo, e em Jaraguá do Sul não é diferente… Busquei falar sobre este assunto pois fui abordado enumeras vezes em nossa cidade por pessoas que tem uma grande vontade em estudar as danças a dois (DANÇA DE SALÃO) mais se sentem excluídas ou mesmo não tendo uma escola que ofereça este serviço. Estamos falando dos grupos LGBTs de Jaraguá do Sul e região. Como professor , dançarino e praticante sei como é prazeroso o dançar, abraçar e seria fantástico se TODOS tivessem a oportunidade de sentir estas sensações.

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Já é sabido que em Buenos Aires foi realizado o I Festival Internacional de Tango Queer e foi em 2007, mas esta pratica já é comum na Europa e América do Norte. A casa tem uma política friendly e recebe tanto héteros, quanto homossexuais. Os papéis tradicionais (feminino e masculino) são substituídos pelo conceito de “condutor” e “conduzido”, sendo de escolha livre do dançarino. As aulas começam à noite, nas terças, e são seguidas por bailes. Lendo uma reportagem de Giovane Salmeron – Ele nos mostra a importância da inclusão com seu Projeto Duco et Ducitur (do latim “conduzo e sou conduzido”), é um dos exemplos de propostas voltado para o público LGBT. Confesso aos leitores que seria importante a todos que buscam dançar a dois de fato, estudar propostas corporais para maior crescimento como individuo social.

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Exemplificando, quando surge um casal homossexual, em primeiro lugar é preciso definir se há um condutor e um conduzido ou se ambos farão os dois papéis. Segundo Giovane ele acha mais interessante a segunda opção, o que torna o trabalho mais demorado e instigante, uma vez que, a cada novo movimento, ambos terão de aprender as duas possibilidades condutivas. “A Dança, enquanto prática social, nos dá a sensação de pertencimento e estabilidade de que tanto precisamos e merecemos.” (Giovane Salmeron, 2008) Pense nisso! Dançar não é o bastante. Tolerar não é o bastante. Amar o próximo, talvez seja uma das maiores provas de amor incondicional.

Você gostou da matéria e ficou com vontade de aprender mais sobre as DANÇAS A DOIS? Entre em contato pelo site: www.dancajaraguadosul.com.br