Cores, Sotaques & Sabores

Brasil, meu Brasil brasileiro…

  • Edição 216
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  • Foto: Centro Coreográfico da Cidade do Rio de Janeiro/Divulgação
1 min para ler 13 jan, 17

A partir deste mês conheceremos um pouco mais a fundo a história das danças a dois brasileiras, suas influências e origens. Seja bem vindo a “Cores, Sotaques e Sabores”.

Maxixe

O maxixe ou tango brasileiro é um tipo de dança de salão criada por afrodescendentes que esteve na moda entre o fim do século XIX e o início do século XX. Teve a sua origem no Rio de Janeiro na segunda metade do século XIX, mais ou menos quando o tango também dava os seus primeiros passos na Argentina e no Uruguai, do qual sofreria algumas influências. Dançada a um ritmo rápido de 2/4, notam-se também influências do lundu, das polcas e das habaneras. Por isso mesmo o maxixe é chamado por alguns de tango brasileiro. Alguns relatos afirmam também uma diferença com relação à harmonia, sendo a do tango brasileiro (como os de Ernesto Nazareth) um pouco mais complexa do que de seu “irmão”, o maxixe.

Foi criado pelos chorões, conjuntos instrumentais de choro, fazendo uma variante altamente sincopada da habanera, gênero cubano que também era chamado de tango-habanera (o primeiro uso da palavra “tango” é datado de 1823, em Havana, e que, na sua variante brasileira, passou a ser chamado “tango brasileiro”). Até o advento do samba, o maxixe foi o gênero dançante mais importante do Rio de Janeiro e sua forma rítmica influenciou as obras de Donga e Sinhô, pioneiros compositores do samba. Enquanto dança, o maxixe está presente nos passos do samba de gafieira, samba de breque e samba-choro e também preserva muitas estruturas rítmicas do maxixe. A lambada também deve algumas contribuições de estilo ao maxixe.

Mês que vem estaremos com uma iniciativa fantástica em Jaraguá do Sul. Venha conhecer um pouco mais da história brasileira através da oficina “Ritmos do Brasil”, com apoio da Revista Nossa e realização da Inecajo – Instituto Emílio Carlos Jourdan.