Cores, sotaques e sabores

Brasil, meu Brasil brasileiro…

1 min para ler 30 mar, 17

Característica marcante do Brasil, o samba cresce e se reinventa. Samba-canção, samba de breque, samba de roda, samba-enredo e samba rock são alguns de seus derivados. O samba de roda do recôncavo baiano foi registrado como Patrimônio Cultural do Brasil pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) em 2004 e proclamado Obra-Prima do Patrimônio Oral e Imaterial da Humanidade pela Unesco em 2005.
Os primeiros registros do samba de roda, já com esse nome e com muitas das características que ainda hoje o identificam, datam dos anos 1860.

foto-intena-sambaDe origem afro-baiana, o samba descende do lundu usado nas festas dos terreiros entre umbigadas e pernadas de capoeira.

Historiadores da música popular consideram o samba de roda baiano como uma das fontes do samba carioca que veio a tornar-se, no decorrer do século XX, um símbolo de brasilidade. A origem do samba carioca remete à migração de negros baianos para o Rio de Janeiro ao final do século XIX, que teriam buscado reproduzir seu ambiente cultural de origem, onde a religião, a culinária, as festas e o samba eram partes destacadas. As famosas tias baianas, como tia Amélia, tia Perciliana e sobretudo tia Ciata e seus filhos, Donga e João da Baiana, tiveram papel importante na fase pioneira do samba no Rio de Janeiro, sobretudo até meados dos anos 1920. Em 1917 foi gravado em disco o primeiro samba, “Pelo Telefone”, de Donga e Mauro de Almeida. Aos poucos o ritmo chegava ao mercado fonográfico, até se popularizar com o surgimento do rádio e ser aceito pela classe média. No início do século XX foi adotado por compositores como Ernesto Nazareth, Noel Rosa e Cartola, que o retiraram da obscuridade e o legitimaram na cultura oficial. Depois disso, o samba de roda baiano continuou sendo uma das referências do samba nacional, presente nas obras de Dorival Caymmi, João Gilberto e Caetano Veloso, assim como na ala das baianas das escolas de samba e nas letras de inúmeros compositores de todo o País.

Bibliografia consultada:

– Instituto do Patrimônio Histórico Nacional (Iphan). Folguedos tradicionais. [S.l.]: Edições FUNARTE/INF, 1982. 59 p. www.unesco.org. Consultado em 2016-10-31.

omar-forte-siteOmar Forte é Professor de Educação Física CREF 9651-SC – Especialista em Gerontologia/Mestrando Ciência do Movimento Humano, Professor de Dança e Dançarino da Escola Dançar A2, Personal Trainer Grupos Especiais e Colunista da Revista Nossa.