Comemoração em dose dupla

Königs Bier completa dez anos de atividades consagrada como a primeira cervejaria de Jaraguá do Sul a conquistar prêmios no Concurso Brasileiro de Cerveja

3 min para ler 9 maio, 17

Dois mil e dezessete estava marcado para ser um período de comemorações e os 10 anos da Königs Bier ganharam um sabor ainda mais especial no mês de março, quando a cervejaria ganhou dois importantes prêmios no Concurso Brasileiro de Cervejas e se tornou a primeira cervejaria de Jaraguá do Sul a conquistar tal reconhecimento. No evento realizado em Blumenau, a empresa disputou medalhas com 1.469 rótulos e trouxe para casa a medalha de prata para a cerveja Rauchbier (defumada) e de bronze para a cerveja Bock (escura).

Rúbia Friedemann Torres e Dennis Torres, que administram a empresa desde o início, se enchem de orgulho ao contar o feito e aproveitam para anunciar outra novidade para este ano: as cervejas engarrafadas. A produção está a todo vapor e a nova opção de comercialização visa buscar novos mercados e garantir que a bebida chegue mais longe, o que ainda não acontecia com os barril, por ter o prazo de validade menor. “Hoje nosso mercado é mais forte na região Norte e litoral do Estado, traçamos a estratégia de expansão e nos preparados para isso “, comenta Rúbia.

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Anualmente a empresa investe em estrutura e novos rótulos justamente pensando no futuro. Apesar do ano passado ter sido um período de crise no país, o crescimento aconteceu. Houve a mudança no perfil de consumo e a cervejaria artesanal saiu fortalecida e Dennis explica esse movimento: As pessoas migraram suas confraternizações para dentro de casa e aumentamos nossa venda de chope. Foi a forma que os clientes encontraram para economizar e que, para nós, foi muito bom”.

Hoje a Königs Bier tem capacidade para produzir mais de 35 mil litros por mês e está pronta para atender a demanda do mercado. A empresa trabalha com 11 rótulos diferentes e possui outros em fase de testes, mas garante que a essência continua a mesma. Todos os chopes são produzidos segundo a “Reinheitsgebot” (lei da pureza da cerveja de 1.516), ou seja, utiliza somente água, malte, lúpulo e fermento na composição dos produtos.

“Cerveja do Rei”

Chegar nessa fórmula, no entanto, não foi fácil e demandou quatro anos de pesquisas, troca de experiências com mestres cervejeiros do Velho Mundo e visitas à Alemanha. Rúbia conta que foi numa dessas viagens que a família teve a ideia de abrir a própria cervejaria. “Éramos apreciadores da boa cerveja e percebemos que lá cada cidade possuía a sua micro cervejaria. Como Jaraguá do Sul teve colonização alemã, decidimos trazer isso para cá”, lembra.

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O nome da cervejaria também faz menção às origens germânicas do município e significa “Cerveja do Rei”, em homenagem aos reis e rainhas das Sociedades de clubes do tiro tão tradicionais e que ainda hoje fazem parte da cultura regional, renovando o espírito festivo trazido pelos imigrantes no século passado.

Mas se a tradição está presente em muitos aspectos, a Königs Bier também abre espaço para o novo e cria misturas diferentes para agradar o paladar. “Além de rótulos como pilsen, weizen (trigo), bock, Rauchbier entre outras tradicionais, que geralmente são da escola alemã. Temos receitas bem lupuladas ou malteadas, como também outras à base de frutas. Investimos ainda em processos diferenciados de fabricação que incluem o envelhecimento da bebida em barris de madeira, garantindo um resultado totalmente particular”, garante Dennis.

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Segundo ele, a perspectiva de crescimento para o mercado é boa especialmente por conta da abertura maior que as pessoas estão dando para as cervejas artesanais. Dennis e Rúbia afirmam que hoje a resistência sobre os rótulos caiu bastante e as pessoas vêm movidas pela curiosidade para experimentar, despidas de todo preconceito. “Antes as cervejas artesanais eram taxadas de ruins, algo produzido no fundo de um quintal e sem qualidade, mas não é assim que as coisas funcionam aqui”, faz questão de frisar a empresária.

Na Königs Bier existe um sistema de rastreabilidade do processo que permite identificar em cada fase da produção as matérias primas utilizadas e a data exata de quando a bebida foi produzida. Antes de ir para a casa do consumidor, o chope passa por um longo processo de análises e testes em laboratório que garantem a qualidade do produto e ambos explicam que a fiscalização no setor é rigorosa, então pode beber sem medo, nunca esquecendo, é claro, a moderação.

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Cerveja é a “tônica social”

O aumento da concorrência também contribui com quem adora regar os encontros sociais com a bebida e Dennis frisa que ela leva ao maior investimento no produto e, claro, em estrutura. Celebrando a primeira década no mercado ele avalia o período como produtivo e fala em crescimento tanto em termos de equipamentos, mas também de pessoal aumento nas vendas o reconhecimento da marca em outros mercados. Por enquanto a bebida é encontrada somente na fábrica, mas a ideia é, aos poucos, espalhá-la em pontos de vendas na região e fora dela também.

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