CLT, a inimiga do emprego e o futuro agrícola

Por: Guilherme Grando

1 min para ler 3 fev, 17

Recentemente o governo federal anunciou mudanças que visam melhorar as relações trabalhistas. No entanto, como se esperava, já surgiram gritos de desacordo oriundos de grupos que se dizem defensores dos empregados.

A verdade é que as máquinas já substituíram o homem em grande parte dos trabalhos. No ramo vinícola um único trator com vários implementos faz poda, tratamentos, manutenções e colheita com apenas um funcionário guiado por GPS e ainda em cabine fechada com ar condicionado e outros confortos semelhantes a modernos carros. Outros poucos funcionários seriam necessários para funções de maiores conhecimentos técnicos e decisões junto às condições impostas pela natureza. As vinícolas ainda dizem que esse tipo de máquina não tem a qualidade da mão humana, porém, a verdade é que ainda são muito caras, o que impossibilita a compra pela maioria das pequenas e médias empresas, sendo portanto, apenas uma desculpa um tanto quanto charmosa. No que tange à qualidade elas fazem com perfeita precisão e higiene.

Damos o exemplo acima para justificar o título deste artigo, afinal são tantos direitos sem deveres, um judiciário trabalhista que vê o gerador de emprego com maus olhos e tanta burocracia, que a evolução das máquinas se dá mais pela necessidade de se empregar menos do que pela real necessidade de aumento de velocidade nas tarefas.

Enquanto o governo não tiver a coragem de mudar o cenário de um país sindical, cartorial e desleal com quem emprega, mais máquinas teremos trabalhando. Parabéns a mais essa acertada atitude do governo Temer. Esperamos é que a velha e desatualizada CLT também seja refeita.

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Guilherme Grando é Diretor Comercial da vinícola Villaggio Grando e colunista da Revista Nossa.