Brasil, um país de novas fronteiras vinícolas

Por que o Brasil despertou para vinhos apenas nas últimas décadas?

1 min para ler 18 ago, 17

uva

Recentemente tem se falado muito em SC, MG, novas regiões do RS e SP como os novos produtores dos bons vinhos nacionais. Como continuidade destes comentários, muitas vezes repete-se a pergunta de por que o Brasil somente recentemente despertou para vinhos e apenas nas últimas décadas fala-se em alta qualidade?

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A resposta mais rápida e fácil seria simplesmente comentarmos que não era de nossa cultura. A resposta, porém, é muito mais complexa e histórica. Quando as terras que viriam a ser o Brasil foram descobertas, na Europa e noutras tantas partes do mundo já produziam, bebiam e catalogavam seus vinhos enquanto nossa agricultura indígena era baseada apenas em amendoim e mandioca sem nenhuma tecnologia. É natural, portanto, que tenhamos tido um certo atraso em descobrir os locais corretos. Não podemos acreditar que as regiões já consagradas, Borgonha, por exemplo, tenham já desde o início descoberto o local, a uva e o meio de produção adequado. Foram centenas de anos para se chegar ao ponto correto. Vivemos uma experiência nova em um ramo milenar.

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Por outro lado, de forma vantajosa, não estamos precisando definir novas fronteiras baseadas em tentativas e erros. Conseguimos através de pesquisa e tecnologia nacional e estrangeira implantar nossos vinhedos e vinícolas com os mais novos meios produtivos. Este talvez seja o maior incentivo à aqueles que não acreditavam no vinho nacional. Ainda não tínhamos chegado ao local certo com a uva e método correto. Quanto mais chegamos perto mais nos consagramos mundo afora com a qualidade. A quem não acredita, degustem às cegas e perceberão o que lá fora todos vêm percebendo.

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Guilherme Sulsbach Grando
Diretor Comercial da Vilaggio Grando