Antonio Schmitt completa 100 anos e dá um show de bandoneon e canto

Veja em vídeo os talentos da personalidade jaraguaense

2 min para ler 16 nov, 17

Natural de Jaraguá do Sul, aos 100 anos, Antonio Schmitt, ou apenas Schmitt, como é conhecido na cidade, afirma que não poderia se sentir mais saudável e grato por tudo que conquistou até os dias de hoje. “Eu tenho uma vida muito boa. Não tomo nenhum tipo de remédio e me alimento muito bem. Sempre faço questão de agradecer à Deus por mais um dia de vida, e não esqueço de sempre acordar com um baita sorriso no rosto, o que me faz acreditar que seja o segredo da minha longevidade. Gosto de sempre estar passeando, visitando amigos e parentes, ocupando os meus dias com coisas boas e que me deixam feliz. Espero chegar pelo menos até os 120 anos, que é a minha meta”, comenta cheio de sorrisos.

Conheça um pouco mais sobre Antonio Schmitt e seus talentos em vídeo exclusivo para Revista Nossa:

Publicidade

banner_natalmais_360x344px

Vivendo atualmente com o seu filho Novene Fabio Schmitt e sua filha, Arlete Schmitt do Mar, a aposentada confessa que seu pai nunca se apegou a coisas materiais, e que sempre foi um homem muito tranquilo, que escolhe sempre ver o lado bom da vida e que em seus anos de atividade, trabalhou duro para conseguir traçar todas as suas metas. “Meu pai sempre foi um homem muito simples. Ele não é de luxo e se mantém na humildade. Ele trabalhou por mais de 60 anos no mesmo local, o Curtume Schmitt, que era do seu pai, sempre muito batalhador, na luta para concretizar os seus objetivos. O meu pai tem noção que hoje em dia as coisas são diferentes, e que essas mudanças podem sempre melhorar a qualidade de vida das pessoas, especialmente ao seu redor”, destaca Arlete.

interna-22

Apaixonado pela música, Schmitt toca diversos instrumentos, como a antiga harmônica ou gaita de boca e o bandoneón, que usa diariamente para alegrar a sua rotina. “A maioria das pessoas da minha família amava tocar instrumentos, meu pai foi um homem que me inspirou bastante a começar a tocar música. Hoje em dia, eu toco na varanda da minha casa e o pessoal do centro adora ouvir e admirar, e eu também gosto de tocar e observar o movimento. Toco também no Clube de Idosos que faço parte, e em festas quando me pedem. Também canto, não só em português, como em alemão, e isso me alegra bastante. A música é ótima para alma e me faz lembrar dos melhores momentos da minha vida”, revela Antonio.

Publicidade

levie-quadrado

Com uma diversidade de amigos por Jaraguá do Sul, Antonio Schmitt comparece todas as quartas-feiras aos encontros do Clube Zélia Schmitt Haffermann (in memoriam), que conta com tardes divertidas e cheias de dança. “Eu gosto muito de dançar, tenho um bom pé de valsa e não vou negar. Sempre fazem fila para fazer par comigo e eu gosto de conhecer pessoas novas, então sempre aceito os convites. O pessoal já me conhece pelos meus passos e acho que eles gostam de me ver na pista. Enquanto eu puder, vou sempre estar no embalo da música”, aprecia Schmitt.

Publicidade

dam

Com uma família composta por sete filhos, 20 netos, sete bisnetos e um tataraneto, amor pela sua parentela é o que não falta. A admiração dos familiares em ver que Schmitt é um homem alegre e que vive em plenitude, faz com que todos se encantem com sua energia positiva. Aos 100 anos, completados em novembro, Antonio Schmitt faz questão de destacar que a idade é apenas algo que existe dentro da mente das pessoas, e que ele se sente tão bem quanto em décadas passadas. “Estar chegando ao meu centésimo aniversário me deixa muito orgulhoso. Isso é muito bom e sempre rezo bastante e agradeço pela minha alegria de viver. É uma longa caminhada”, encerra Schmitt, sempre sorridente, grato pela família e cheio de energia.