Adquiri um gatinho – e agora?

Roberta Saldanha Triviño, da clínica veterinária Reale, comenta sobre a convivência familiar com o novo amigo

1 min para ler 4 jun, 18

Adquirir um gatinho para conviver na família é uma delicia. Seja filhote ou adulto. E ao adquirir seu novo amigo, procure um médico veterinário de sua confiança para que ele te oriente sobre os principais cuidados com seu bichano. Realizar corretamente vermífugos, administrar vacinas, oferecer água limpa em abundância e alimentação de qualidade, incluindo alimentação úmida, estão entre esses cuidados.

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Existem alguns tipos de vírus que podem contaminar os gatos e permanecer nele a vida toda. Muitas vezes o animal tem o vírus e não manifesta os sintomas, mas pode transmitir para outros gatos. E quando a doença se manifesta, na maioria das vezes ela é muito grave e letal. Um desses vírus é chamado de FIV (vírus da imunodeficiência felina) e outro é chamado de FELV (vírus da leucemia felina). Existe um teste rápido, que se realiza no consultório veterinário, para detectar esses vírus e, é essencial fazê-lo.

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No Brasil não existe vacina contra FIV, mas existe contra a FELV. Portanto, se no teste for detectado que seu amiguinho não tem FELV, vacine contra esta doença (vacina chamada V5). Principalmente se seu gato tiver vida livre, ou seja, contato com outros gatos que eventualmente possam transmitir a doença para ele. Caso ele seja positivo para a FELV, não deixe de vacinar contra outras doenças que ele pode adquirir (vacina chamada V3 ou V4).

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Lembrando que o ideal é manter seu gatinho dentro de casa (criação indoor), pois comprovadamente gatos que tem vida livre estão vulneráveis, podendo ser atropelados, envenenados, sofrerem maus tratos, serem atacados por cães ou brigar com outros gatos. Outra medida importante é realizar o procedimento de castração. Quanto mais cedo, melhor. Pois, além deste procedimento prevenir ou até excluir possibilidade de ocorrer doenças importantes (como infecção de útero, tumores mamários, tumores em testículos), ele evita gestação indesejável e ajuda no controle populacional dos animais.

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Gatos costumam não demonstrar quando não estão bem, então observe atentamente qualquer alteração de comportamento. Quais sejam: mancar, urinar com dificuldade ou em local diferente, falta de apetite, apatia, presença de vômito e/ou diarreia, emagrecimento, etc. Não deixe de dar assistência ao seu amiguinho se ele estiver doente, pois ele também sente dor. Procure o médico veterinário de sua confiança quando ele precisar. Adquira seu companheiro com responsabilidade. Não abandone. Uma casa com um ou mais gatos, é uma casa com muita alegria a amor. Experimente!

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Roberta Saldanha Triviño
Médica Veterinária – CRMV-SC 2949
Especializada em Clínica de Felinos