A senadora casada com a política

Momento opinião com Nelson Luiz Pereira

2 min para ler 26 mar, 18

A contagem regressiva, do que será um capítulo importante para nossa República, está em curso. O tribunal fake, tanto construtor como destruidor de imagens e personagens públicas, correspondido por uma massa pouco politizada e facilmente influenciada pelas fake news, regerá a procissão até outubro. Muito provável que o pleito venha se concretizar em meio a duas sombrias variáveis: i) um modelo político que pouco ou nada se reformará até o dia ‘D’, inclusive demonstrado pelo STF essa semana, e ii) um povo fragilizado ávido por populistas e paladinos salvadores da pátria. Pela perspectiva do ‘meio copo cheio’ penso que os atentos e dotados de senso crítico mais acurado, saberão identificar exceções nessa desorientada marcha.

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Como exemplo recente, sinto-me confortável em enaltecer aqui, um desses pontos fora da curva. Certamente milhares de leitores e seguidores da rede OCP News de Comunicação, tiveram a oportunidade de captar a mensagem da senadora Ana Amélia Lemos (PP), em visita à Jaraguá do Sul, na última segunda-feira (19), recebida e ciceroneada pelo ex-prefeito Dieter Janssen, em companhia do deputado Esperidião Amin. Sabatinada por uma competente equipe de jornalistas do OCP, liderada por Patrícia Moraes, e no final do dia acolhida pela Acijs, a senadora Ana Amélia nos deixa a impressão de avistarmos um, dentre poucos barquinhos brancos, singrando o túrbido e fétido mar da política brasileira.

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Em meio a complexidade do sistema, a senadora condecorada em 2016 com o prêmio ‘Congresso em Foco’, como melhor e mais atuante, nos deixa receitas simples como: “fazer o dever de casa, cumprir a missão”. Em suas duas falas, demonstrou sua sensibilidade, elegância e visão, ao iniciar enaltecendo o dinamismo empreendedor de nossa gente, bem como, a iniciativa de realização do 1º Festival de Cinema, TV e online de Jaraguá do Sul. Inquirida sobre qual a motivação dos jovens irem às urnas mediante tanta corrupção, ela foi cirúrgica: “não podemos querer que só os políticos sejam éticos se você não é ético”, sustenta. “A ética deve ser percebida como valor intrínseco e indispensável, como um princípio de vida que não pode ser transferido apenas aos congressistas.

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Ninguém chega ao Congresso Nacional com suas próprias pernas, chega porque a sociedade mandou. E aí está a relevância do voto”, alerta a senadora. “A ética da sociedade depende da conveniência, mas, para mim, é preciso ser ético como princípio de valor, como comportamento”. Ela indaga ainda: “que moral tem a pessoa que faz alguma proposta errada, exigir que o Congresso tenha ética? a ética não pode ser terceirizada. Ou somos ou não somos, e se não somos, não temos autoridade moral de cobrar”, justifica. E finaliza sustentando que “o único caminho capaz de mudar o país para melhor é por meio da política e da liberdade”. Em síntese, Ana Amélia é fielmente casada com a política, enquanto a grande maioria ‘pula a cerca’. Isso nos devolve esperança.