A história da catarinense que se transformou graças ao esporte

Apaixonada por corrida, Natiele Ribeiro é exemplo de dedicação e garra

3 min para ler 6 set, 18
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O esporte envolve paixão, irracionalidade, amor e ódio. Alguns o tratam como um hobby, outros como ‘religião’, há quem veja no esporte a razão do viver. Pode ser visto como expressão popular, um forte traço da cultura. Para a empresária catarinense Natiele Ribeiro, de 30 anos, ser maratonista é exalar disciplina, dedicação e garra. “Minha vida nos esportes começou ainda quando criança no ano de 1999, na cidade onde nasci em Santa Rosa – RS. E o primeiro esporte que tive contato foi a corrida de rua, onde sempre fui incentivada a correr pelo meu Pai com o apoio de minha Mãe. Depois disso, conheci outras modalidades como basquete, futsal, voleibol. Mas a corrida foi o esporte em que me apaixonei desde a infância. Logo comecei a treinar com o clube da cidade, Maratona Clube Santa Rosa, instruída pelo professor Mauro, onde competia distâncias de 1.500 à 10km, desde pequena apaixonada pelas longas distâncias. Por alguns anos segui representando a cidade em diversas provas no estado conquistando pódios e experiências. E foi assim até meus 16 anos, consegui patrocinadores, bolsa de estudo em um colégio particular da cidade para representá-los no esporte, mas minha vida mudou um pouco depois dos 17 anos, acabei indo morar na cidade de São Paulo à trabalho, larguei estudos, esporte, família, amigos, mas era mais uma experiência que precisava passar na vida. E foi difícil conviver longe de tudo e de todos. Retornei à minha cidade natal, onde voltei a estudar, trabalhar e a corrida e o esporte estavam distante nessa fase da minha vida”, conta a corredora.

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Em 2007, com vários familiares morando em Jaraguá do Sul, Natiele decidiu buscar outras oportunidades e experiências, nada fáceis na bela cidade, que segundo ela, a recebeu muito bem. “Em Jaraguá tive várias oportunidades e experiências profissionais, me formei na faculdade (acreditem, não fiz Educação Física, risos) conheci pessoas espetaculares e fiz bons amigos. E em 2014 que voltei novamente a correr, mas com um objetivo: ter um estilo de vida mais saudável. Depois fiz diversas provas iniciando lentamente nos 5km e progredindo até a Meia Maratona que são 21km, sempre como atleta amadora, pois não vivo do esporte e preciso conciliar minha vida profissional com os treinos. Infelizmente nesse meio tempo de treinos, competições, trabalho e vida pessoal, me cobrei demais, não tinha acompanhamento de profissionais nem na corrida e nem um fortalecimento específico na academia, eu era autodidata e sofri as consequências com uma lesão no quadril (lesão de labrum) que me afastou da corrida por mais de 1 ano. Foi onde procurei um ortopedista e o mesmo me disse que somente voltaria a correr com a realização de cirurgia. Mas não contente, busquei outros métodos, entre tratamentos de fisioterapia, quiropraxia e acupuntura, a corrida ficou distante novamente”, revela.

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Foi em 2017 que tudo mudou. Morando em Penha, SC, investindo em seu próprio trabalho, Natiele retornou a correr, mas para a sua decepção a lesão não havia abandonado seu corpo. Já querendo desistir da corrida, pois sentia muita dor no quadril e também no joelho, a corredora conheceu uma clínica integrada de saúde que a recebeu com uma missão: renová-la para sua próxima competição, 21km em Punta Del Este no Uruguai. “Eu havia feito a inscrição mesmo lesionada. Em setembro de 2017 completei minha décima meia maratona em Punta Del Este e de quebra meu melhor tempo, meu melhor rendimento, minha melhor fase, eu não sinto mais dores, sem uso de medicação, apenas com treinos e orientações corretas. Após esse evento, busquei um desafio maior: a maratona, meus primeiros 42km. Hoje meu principal patrocinador e que sempre me apoia é a Clínica Duofit, que me curou. Tenho treinamento de fortalecimento específico para a corrida, nutricionista e profissionais excepcionais a minha disposição. Meu treinador é o mesmo que entrou em minha vida lá em 1999, Mauro Fernandes lá da minha cidade natal, que me fornece as planilhas de treino via WhatsApp”, afirma.

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Questionada sobre o que faz para manter seu corpo em forma e preparado para os seus desafios, a corredora apresenta a sua rotina. “Atualmente treino em média 60 km por semana, três vezes na semana faço fortalecimento na academia, sigo uma dieta específica e busco me superar a cada dia e a cada km, pois preciso intercalar trabalho, vida pessoal e treinos longos. Faltando menos de 1 mês para meu desafio em Buenos Aires, meus treinos já chegaram até 35 km. Agora estamos desacelerando, fortalecendo muito, cuidando da alimentação, mas tudo isso para não sofrer durante os 42 km e concluir a prova bem. Como é minha primeira maratona, não tenho um objetivo de tempo específico, pois será uma nova experiência, estou treinando para fazer meu melhor, mas ao mesmo tempo também vou para curtir cada km da prova, pois é considerada a melhor Maratona Sul-Americana desde 2009. Esse novo desafio está sendo muito positivo, pois vejo que sou capaz, que eu posso e que eu vou conseguir. Para quem assim como eu busca se desafiar, aconselho buscar um profissional da área, fazer exames, pois correr para muitos parece ser fácil, mas vai bem além de um estilo de vida, precisamos estar orientados, precisamos ter limites, para gradativamente aumentar a distância, de forma saudável e não correr o risco de ter sérias lesões”, conclui.