Os mosquitos são uma ameaça aos cães?

Por: Revista Nossa Foto: DIVULGAÇÃO
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Com toda certeza, sim! Assim como para nós, humanos, os mosquitos são transmissores de uma série de doenças, para os animais funciona da mesma forma. Em resumo, são duas as principais doenças transmitidas por estes vetores, não só entre animais da mesma espécie, como também entre animais e seres humanos, o que torna um assunto polêmico em se tratando de saúde pública. São elas a Leishmaniose e a Dirofilariose.

Vamos primeiramente abordar sobre a Leishmaniose, doença antiga e apesar de conhecida pelos profissionais na área, ainda é subdiagnosticada por muitos. Transmitida pela picada de mosquitos (Lutzomyia longipalpis) infectados, a Leishmaniose é uma doença que afeta todo o organismo do cão, podendo causar problemas dermatológicos (perda de pelos em focinho, orelhas e região dos olhos), crescimento anormal das unhas, emagrecimento progressivo, anorexia, e dependendo das complicações e da evolução do quadro, o animal pode morrer. Em contra-partida, muitas vezes o cão pode estar doente, mas sem sinais clínicos aparentes e o proprietário nem perceber.

Nos humanos os sinais geralmente são inespecíficos, porém generalizados, por vezes apresentando febre intermitente por semanas, fraqueza, perda de apetite, emagrecimento, anemia, palidez, aumento do baço e do fígado, problemas respiratórios, diarreia, sangramentos, etc. Vale ressaltar que a transmissão só ocorre quando o animal é picado pelo mosquito infectado. E, uma vez infectado, o animal só se torna transmissor da doença se o mosquito fizer a transmissão de um animal infectado para um animal sadio. Desta mesma forma, o homem só pode ser infectado, se também for picado por um mosquito contaminado.

Segundo o Ministério da Saúde, os números da doença revelam o impacto dela no Brasil: 90% dos casos da Leishmaniose Visceral Canina na América Latina acontecem no Brasil. Entre o ano de 2009 e 2013, 18 mil casos foram confirmados em humanos. A doença vem ganhando a atenção de todos, pois os casos estão aumentando a cada ano, assim como a taxa de mortalidade de cães e humanos. Muito semelhante à forma de transmissão desta doença, temos também a Dirofilariose. Doença provo- cada por um parasita, a Dirofilaria Immitis. Este penetra no organismo do cão quando ele é picado por mosquitos que já picaram um cão infectado.

O mosquito ingere sangue infectando o animal com as microfilárias, que crescem no sangue para se tornarem adultas nos vasos próximos ao coração. O Dirofilaria Immitis passa a vida adulta no coração e nos grandes vasos sanguíneos que conectam o coração e os pulmões. A medida que estes amadurecem, os danos nos vasos sanguíneos e no coração tornam-se maiores e mais graves, podendo levar o animal a morte se não diagnosticado a tempo. Os sinais clínicos no cão podem estar ausentes ou se manifestarem por tosse, intolerância a exercícios, dificuldade respiratória, desmaio, etc. O diagnóstico é feito pelo veterinário, que realizará exames de sangue para verificar se o animal é positivo na presença da doença.

Já houveram casos de infecção pela Dirofilaria em pessoas, que ao invés de migrar para o coração, as larvas migram para os pulmões dos humanos. Geralmente a pessoa tem pouco ou nenhum sinal da infecção. Para ambas as doenças supracitadas já existe tratamento eficaz descrito. Porém, a prevenção continua sendo a melhor opção. 

Além do esquema vacinal aprovado e disponível para prevenção da Leishmaniose Visceral Canina, o uso de coleira com deltametrina que é princípio ativo repelente recomendado pela Organização Mundial da Saúde para impedir o contato dos cães com o mosquito transmissor. Ela é recomendada mundialmente pelos principais especialistas das mais renomadas instituições de saúde. A Coleira Scalibur possui um principio ativo que se distribui uniformemente através da oleosidade natural da pele do cão e promove uma ?capa protetora? que recobre todo o corpo do animal, conferindo maior eficácia. Elas foram desenvolvidas para promover uma lenta libe- ração do princípio ativo. Portanto, nas primeiras semanas após colocar a coleira no animal, ocorrerá uma lenta diminuição das infestações com aumento da eficácia após esse período, que também auxilia no controle de carrapatos e pulgas e prevenindo moscas e mosquitos.

Agora que você já sabe da gravidade destas doenças e da importância de preveni-las, garanta já a proteção do seu amiguinho. Você pode encontrar opções no nosso Pet Shop e também na nossa Clínica 24hs, com uma equipe especializada no ramo, sempre pronta para atendê-los!

Renata Luisa Leitzke - Real Pet Shop Clínica
Médica Veterinária- CRMV 7336

 

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