Novembro azul: machismo é barreira para detecção precoce do câncer de próstata

Por: Eduardo Klemtz Foto:
Compartilhe

Conscientizar a população masculina sobre a importância de exames preventivos no combate a problemas de saúde, em especial o câncer ainda é um grande desafio. Uma pesquisa realizada em 2017 pela Sociedade Brasileira de Urologia (SBU), encomendada pelo Datafolha, indica que 21% do público masculino acredita que o exame de toque retal 'não é coisa de homem'. Considerando aqueles com mais de 60 anos (grupo de risco), 38% disse não achar o procedimento relevante.

Esses dados revelam uma realidade preocupante, que colocam o preconceito e o machismo como os principais entraves para o diagnóstico precoce e combate ao câncer de próstata. De acordo com o Instituto Nacional do Câncer (INCA), no Brasil esse tipo de tumor é o segundo mais comum entre os homens, correspondendo a 68 mil novos casos entre 2018 e 2019, perdendo apenas para o câncer de pele não melanoma. "Para um diagnóstico precoce é recomendável que homens a partir de 50 anos (e 45 anos para quem tem histórico da doença na família) façam exame clínico (toque retal) e o teste de antígeno prostático específico (PSA) anualmente para rastrear o aparecimento da doença", comenta o Dr. Andrey Soares, oncologista do Centro Paulista de Oncologia.

Os principais sintomas do câncer de próstata podem ser semelhantes ao crescimento benigno da glândula, tendo como características dificuldade para urinar seguida de dor e/ou ardor, gotejamento prolongado no final, frequência urinária aumentada durante o dia ou à noite. Quando a doença já está em fase mais avançada, pode ocorrer a presença de sangue no sêmen, impotência sexual, além de outros desconfortos decorrentes da metástase em outros órgãos.

O tratamento depende do estágio e da agressividade em que o tumor de próstata se encontra. Em casos iniciais e com características de baixa agressividade, o acompanhamento vigilante com consultas e exames periódicos deve ser discutido com o paciente, uma vez que é possível poupar os mesmos de algumas toxicidades que o tratamento causa. Nos outros casos de doença localizada, a cirurgia, a radioterapia associadas ou não a bloqueio hormonal e a braquiterapia (também conhecida como radioterapia interna) pode ser realizada com boas taxas de resposta. "Após realizarem a cirurgia, em alguns casos é necessário realizar o procedimento de radioterapia pós-operatória para a diminuição do risco de recidiva da doença", finaliza Dr. Andrey.

Fonte: Revista Versar

Veja também

Dentista jaraguaense comemora quarenta anos de atividades dedicadas à saúde bucal
Seu consultório é um dos mais tradicionais e reúne pacientes fiéis
Dr. Neto José Santos comemora 30 anos lapidando sorrisos em Jaraguá do Sul
Com mais de 5.000 casos ortodônticos tratados, foi o pioneiro da ortodontia na cidade
Lentes de contato dental: tudo o que você precisa saber
Quais os benefícios?
Câncer de próstata pode matar cerca de 13 mil homens apenas neste ano
Campanha chama atenção à saúde masculina
Terapia manual: uma alternativa para tratamentos ortopédicos
Abordagens diferenciadas para restabelecer a função do tecido